Perpétua Almeida diz que presidente Bolsonaro e sua equipe enganam os militares

De acordo com a deputada, o atual governo se especializou em dar “rasteiras” em categorias do serviço público, principalmente bombeiros e policiais

O presidente Jair Bolsonaro e sua equipe econômica vêm se notabilizando no país como especialistas em dar “rasteiras” em membros de algumas categorias do serviço público, principalmente de policiais e bombeiros militares. Essas categorias já foram enganadas tanto pelo presidente como por seus assessores por pelo menos das vezes.

Esta foi a opinião da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) manifestada durante pronunciamento na Comissão Especial que analisa o projeto de lei que trata da proteção sociais dos militares, as categorias mais enganadas pelo atual governo, segundo disse a parlamentar. “O governo enganou (a categoria) na Reforma da Previdência, quando não encaminhou a proposta prometida aos policiais mesmo garantindo que enviaria junto com a previdência da Forças Armadas, e enganou agora, novamente, quando instalou a Comissão Especial da Previdência das Forças Armadas e a situação dos policiais não estava incluída”, disse.

Defensora da categoria, ela diz que não é possível haver retrocesso e segue na Comissão em busca de uma saída legal e justa para a questão. A proposta da proteção social das Forças Armadas, defendida pelo ministro da Defesa, leva em consideração o equilíbrio fiscal, racionalizar efetivos, reduzir custos, modernizar a gestão da carreira, aperfeiçoar a legislação, preservar e reconhecer as peculiaridades das atividades militares, a disponibilidade permanente e a dedicação exclusiva, garante a sustentabilidade do Sistema de Proteção Social das Forças Armadas (SPSMFA), além de reestruturar as carreiras destes profissionais.

Anteriormente, um grupo de deputados vinculado às categorias da Segurança Pública na Câmara havia tentado incluir alterações nas regras previdenciárias e de carreira de policiais e bombeiros militares. Apesar do esforço, o pedido não foi incluído na PEC 6/2019, a Reforma de Previdência. Perpétua votou pela inclusão da classe, mas o governo Bolsonaro foi contra a inserção do grupo na proposta e foi apontado como traidor desses trabalhadores.

De acordo com a deputada, é preciso encontrar uma solução para o problema.  “Quero reafirmar a importância e a necessidade de se construir aqui um ordenamento social para a Defesa, para as nossas Forças Armadas”, afirmou. “Temos que encontrar uma saída para a questão dos bombeiros e policiais militares. Me preocupa o veto presidencial. Se o presidente quer mesmo resolver, por que ele não encaminha o projeto de lei?”, questionou.