A Polícia Federal prendeu em flagrante um investigado em Rio Branco nesta quarta-feira, 2, durante a Operação Nacional Proteção Integral V, deflagrada para combater crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Na capital acreana, os agentes cumpriram um mandado de busca e apreensão e encontraram material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil.
A prisão ocorreu com base no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento desse tipo de conteúdo.
A operação foi realizada simultaneamente nas 27 unidades da Federação, com participação da Polícia Federal e das Polícias Civis de 20 estados. Ao todo, foram expedidos 153 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, as forças de segurança registraram 37 prisões em flagrante, além da apreensão de três menores e do resgate de duas vítimas de abuso.
Operação em todo o país
A Operação Nacional Proteção Integral V tem como alvo crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual infantojuvenil.
A ação reúne 755 policiais, sendo 480 policiais federais e 275 policiais civis, em uma atuação conjunta para identificar e responsabilizar investigados envolvidos nesses crimes.
Participaram da operação as Polícias Civis de Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.
A operação dá continuidade às ações nacionais Proteção Integral I, II, III e IV, realizadas em 2025 e 2026, além da Operação Nacional Guardião Digital, realizada em março deste ano.
Segundo a Polícia Federal, entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão de foragidos da Justiça por crimes sexuais que estavam pendentes de cumprimento.
Orientação aos responsáveis
A Polícia Federal também orientou pais e responsáveis a acompanhar as atividades de crianças e adolescentes no ambiente virtual e conversar sobre os riscos relacionados ao uso de redes sociais, jogos e aplicativos.
A orientação inclui atenção a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou comportamento reservado em relação ao uso de celulares e computadores, que podem indicar situações de risco.
A corporação também recomenda que crianças e adolescentes sejam orientados a procurar ajuda caso recebam contatos inadequados ou sejam abordados de maneira suspeita em ambientes virtuais.



