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Justiça mantém prisão preventiva de acusado de matar jovem a tiros na frente do filho de 8 anos

A Justiça do Acre manteve a prisão preventiva de Francisco Joab de Figueiredo, acusado de envolvimento na morte da jovem Katrine Lopes da Silva, de 24 anos, em fevereiro do ano passado.

A decisão é do juiz Alesson José Santos Braz, da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar, do último dia 15 de maio, que reavaliou a necessidade da prisão preventiva diante da pandemia de coronavírus.

O advogado de Figueiredo, Patrich Carvalho, informou que não chegou a fazer o pedido de relaxamento de prisão levando em consideração a pandemia e explicou que a decisão foi tomada após uma reavaliação que está sendo feita com todas as prisões preventivas.

“O juiz entendeu por bem que ainda persiste os motivos da prisão preventiva e decidiu pela manutenção da prisão. Eu vou ingressar com um habeas corpus para o tribunal avaliar essa decisão do juiz, levando em conta a extrapolação dos prazos processuais. Ainda tem a questão da pandemia, que deixa com data incerta a realização do júri”, disse o advogado.

Katrine morreu após ser atingida por três tiros e um dos disparos atingiu o pescoço dela. Segundo a Polícia Militar do Acre informou na época, três homens armados invadiram a casa dela no Conjunto Laélia Alcântara, em Rio Branco. A jovem ainda correu para os fundos da casa, mas acabou sendo atingida.

Um dia após o crime, Figueiredo foi preso no bairro Aroeira, região do Calafate, em Rio Branco, com uma arma de fogo que, segundo a polícia, teria sido usada no homicídio.

Conforme o Tribunal de Justiça do Acre, a primeira audiência desse caso ocorreu no dia 11 de julho de 2019, quando duas testemunhas foram ouvidas. A segunda audiência ocorreu no dia 17 de setembro do ano passado, onde uma pessoa foi ouvida.