O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Polícia Militar do Acre, por meio do 2º Batalhão, foram mobilizados na noite desta segunda-feira (10) após uma falsa denúncia de ataque criminoso na região do Segundo Distrito de Rio Branco.
Segundo informações, um solicitante entrou em contato diretamente com o Samu e informou que integrantes de uma organização criminosa teriam invadido uma área pertencente a um grupo rival, na Travessa do Pescador, no bairro Belo Jardim I. Ainda conforme o relato, vários disparos de arma de fogo teriam sido efetuados e três pessoas estariam gravemente feridas.
Diante da gravidade da informação, o Samu acionou o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que imediatamente comunicou as viaturas de área do 2º Batalhão para que se deslocassem até o endereço indicado e verificassem a situação.
Ao mesmo tempo, o Samu mobilizou duas ambulâncias de suporte avançado para atender as supostas vítimas. A equipe de reportagem acompanhou o deslocamento das ambulâncias de Suporte Avançado 01 e 02 até a região indicada.
Várias viaturas da Polícia Militar também realizaram patrulhamento e buscas nas proximidades da Travessa do Pescador, mas não conseguiram localizar o suposto ponto onde teria ocorrido o ataque.
Após as diligências, nenhuma vítima foi encontrada, assim como não foram localizados indícios de disparos ou de qualquer ocorrência com as características informadas ao serviço de emergência. A situação acabou sendo identificada como um possível trote.
Trote pode colocar vidas em risco
Uma ligação falsa para os serviços de emergência não representa apenas uma mobilização desnecessária. O deslocamento de ambulâncias e equipes policiais para uma ocorrência inexistente pode comprometer o atendimento de pessoas que realmente estejam em situação de emergência.
Neste caso, duas ambulâncias de suporte avançado do Samu foram deslocadas para verificar uma ocorrência que não foi confirmada. Enquanto isso, outros pacientes que necessitem de atendimento emergencial podem ficar sujeitos a um tempo de resposta maior.
As autoridades alertam que os serviços de emergência devem ser acionados somente quando houver uma situação verdadeira. Além de prejudicar diretamente o atendimento à população, a falsa comunicação de ocorrência pode gerar responsabilização criminal para quem realizar o trote, conforme as circunstâncias e a legislação vigente.

