Na noite desta segunda-feira (09), o vice-governador, Major Rocha, lamentou a Ação Civil Pública (ACP) impetrada pela promotora de justiça, Myrna Mendoza do Ministério Público do Acre (MPAC), por improbidade administrativa.
A promotora pede na ação, a condenação de Rocha e da policial militar Raquel Santos de Souza Cunha. O motivo é um fato ocorrido em maio de 2020, quando o vice-governador anulou todas as sanções impostas pelo Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Acre a Raquel, sob o argumento de injustiça, mas sem apresentar os argumentos. O ato ocorreu em maio de 2020.
Rocha afirmou em texto que é “lamentável” que a promotora se preocupe com a anulação de uma punição, quando deveria analisar os 10 ofícios que protocolou no Ministério Público expondo possíveis casos de corrupção no governo.
“É lamentável que a promotora Myrna, pessoa que recebeu aproximadamente 10 ofícios relatando possíveis casos de corrupção, todos até agora sem nenhuma resposta, resolva se preocupar com a anulação de uma punição injusta. Talvez a promotora não tenha conhecimento e nem saiba o que é ser perseguido, ser punido injustamente, eu sei. Pior ainda, na tentativa de consumar seu intento, qual seja, uma condenação minha por improbidade e a posterior cassação dos meus direitos políticos, usa, como justificativa, o descumprimento de uma portaria do Comandante Geral da PMAC, como se o Governador do Estado fosse subordinado ao Chefe da Polícia Militar”, argumentou.
Rocha também afirmou que a iniciativa da promotora diminui o Ministério Público, porém disse que estará à disposição para esclarecer a situação e que confia na isenção do Judiciário acreano.
“Conhecendo o nosso Estado, não posso deixar de mencionar que sei a origem de tal iniciativa, faz parte do jogo político. A iniciativa da promotora diminui o Ministério Público, além de avançar sobre a atuação dos Procuradores. De minha parte estarei à disposição para esclarecer toda e qualquer situação. Confio na lisura e integridade do Poder Judiciário Acreano, que saberá julgar com a devida isenção”, salientou.

