Em uma reunião com um pequeno grupo de pessoas ligadas ao mercado financeiro, em São Paulo, pouco antes do Natal, Paulo Guedes disse que, se Onyx Lorenzoni não cair em 90 dias, o governo terá muita dificuldade para aprovar projetos da área econômica”, informa o jornalista Igor Gadelha, em nota publicada na revista digital Crusoé. Dias atrás, Onyx negou haver ruídos entre Bolsonaro e Guedes.
Confira reportagem da Reuters a respeito:
BRASÍLIA (Reuters) – O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou nesta sexta-feira que não há “ruído” entre o presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, em torno de eventuais mudanças nas regras previdenciárias e destacou que não haverá “ruptura” na reforma da Previdência a ser proposta do governo.
Onyx disse que o presidente quis dar uma “tranquilidade” à população quando afirmou, em entrevista na véspera, que a idade mínima para as aposentadorias dos homens poderia ser de 62 anos e das mulheres, de 57 anos a partir de 2022. O ministro indicou que a proposta de adoção da idade mínima na reforma valerá para servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.
Ao mesmo tempo que a idade mínima apontada por Bolsonaro é mais baixa do que a prevista na reforma do ex-presidente Michel Temer —que propunha 65 e 62 anos para os homens e mulheres—, o período de transição seria mais curto, uma vez que a nova idade mínima seria alcançada já em 2022.
Segundo Onyx, a equipe econômica chefiada por Guedes vem trabalhando em uma proposta de reforma desde que começou a transição e que o atual sistema é um “navio com casco furado” que precisa ser consertado.
“Não é justo colocar nossos filhos e netos dentro de um barco que mais cedo ou mais tarde a gente sabe que vai afundar”, avaliou.
O ministro destacou que a equipe de Bolsonaro sempre defendeu o regime de capitalização para a Previdência, no qual, em linhas gerais, cada beneficiário faz sua própria poupança.
“Dentro de duas semanas está previsto fazer uma apresentação ao presidente dos caminhos”, disse Onyx sobre a proposta de reforma que a equipe de Guedes deverá apresentar. “E aí vamos ter os detalhes”, emendou.
O ministro disse que, no momento, a equipe econômica está trabalhando no “ajuste fino” da proposta e que o governo vai perseguir o equilíbrio das contas públicas e a reforma da Previdência.



