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Pesquisa mostra que a direita começa a se reorganizar e entregas do governo perdem força

A direita começa a se reorganizar, e as entregas do governo Lula deixaram de produzir o mesmo ganho. Esse é o resumo da pesquisa Genial/Quaest que acaba de ser divulgada, na qual a diferença entre os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro caiu três pontos percentuais. Um dos indicadores que mostram essa reorganização da direita é que perguntados se as pazes públicas entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro foi positivo ou negativo, 88% da direita não bolsonarista considera positivo e 90% da direita bolsonarista.

O campo dessa pesquisa foi feito após o conhecimento dos inquéritos em torno do filho do presidente, Fábio Luis, o Lulinha, mas foi antes do conhecimento do empréstimo de uma lobista para o chefe de gabinete do presidente.

Com tudo isso, a dois meses das eleições o presidente Lula permanece na frente, mas reduziu a vantagem sobre seu principal oponente Flávio Bolsonaro do PL. O incumbente oscilou um ponto para baixo e o candidato do PL dois para cima. A vantagem no primeiro turno ainda é de nove pontos, mas era de 12 na última pesquisa.

Lula continua a frente entre o eleitorado com escolaridade até o ensino fundamental, e em todas as faixas etárias, sendo a maior vantagem entre os jovens, com idade de 16 a 34 anos e os brasileiros com mais de 60 anos. O candidato petista também mantém a dianteira no Nordeste e no Centro-Oeste/Norte.

Um dado interessante da pesquisa é que Lula ganha tanto no eleitorado masculino quanto no feminino. Ele tem 38% das mulheres e 37% dos homens. A maior adesão a candidatura de Flávio Bolsonaro é masculina, 34%, mas ainda assim abaixo da registrada por Lula .

A pesquisa mostra ainda que os outros candidatos à Presidência continuam nanicos. Nessa pesquisa Renan Santos (Missão) empata numericamente com Ronaldo Caiado (PSD), com 4% das intenções de voto. Santos, do Missão, tem seu melhor desempenho no eleitorado de 16 a 34 anos, onde alcança dez pontos percentuais.

O Zema (Novo) continua em 2%. Mas empata com os outros dois candidatos na margem de erro. Ou seja, a eleição permanece polarizada, ainda com o favoritismo para o presidente Lula.

Aumentou de 51% para 55% o percentual de eleitores que consideram que Lula não merece um novo mandato. No entanto, quando a pergunta é o que dá mais medo na população: Lua ou a volta dos Bolsonaros, a rejeição a família do ex-presidente ainda é numericamente maior.