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Quem são os 13 candidatos que vão disputar a Presidência nas eleições de 2026

A disputa pela Presidência da República terá 13 candidatos nas eleições de 2026. Com o fim do prazo para registro das candidaturas neste sábado, 15 de agosto, foi definida a lista de chapas que vão concorrer ao Palácio do Planalto.

Entre os presidenciáveis está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca um novo mandato. O senador Flávio Bolsonaro (PL) é o principal nome da oposição na disputa.

As convenções partidárias também definiram os candidatos a vice-presidente. Das 13 chapas registradas, 12 são chamadas de “puro-sangue”, quando os candidatos a presidente e vice pertencem ao mesmo partido. A exceção é a chapa de Lula, que reúne um vice de outro partido.

A lista ganhou uma mudança de última hora com a entrada do influenciador Pablo Marçal (PRTB), que registrou sua candidatura à Presidência no último dia do prazo.

O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro, e um eventual segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Veja os candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Em ordem alfabética:

Augusto Cury (Avante)

Augusto Cury nasceu em Colina, no interior de São Paulo, em 1958. É médico psiquiatra, professor, pesquisador e um dos escritores brasileiros mais vendidos do mundo.

Criador da Teoria da Inteligência Multifocal, tem mais de 40 milhões de livros vendidos, publicados em mais de 70 países. A eleição presidencial de 2026 será a primeira com o nome de Cury nas urnas.

Vice: Júlio Delgado (Avante)

Júlio César Delgado é natural de Juiz de Fora, em Minas Gerais. É advogado de formação e político. Filho do ex-prefeito Tarcísio Delgado, foi deputado federal por seis mandatos, destacando-se na atuação do Conselho de Ética da Câmara.

Ganhou projeção nacional ao presidir processos de cassação importantes na Câmara dos Deputados, como os de José Dirceu (PT), em 2005, e André Vargas (PT), em 2014. Venceu diversas vezes o Prêmio Congresso em Foco como o melhor deputado federal de Minas Gerais e chegou a disputar a Prefeitura de Juiz de Fora em 2024.

Clariana Barão (DC)

Clariana Barão é natural de Cuiabá, no Mato Grosso. É advogada e presidente do diretório estadual do partido Democracia Cristã (DC) no Mato Grosso. Teve sua candidatura oficializada pelo Democracia Cristã à Presidência da República, em uma chapa 100% feminina, depois que Aldo Rebelo foi retirado da disputa e da desistência do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

No Direito, tem experiência em Direito Administrativo, gestão pública e envolvimento ativo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Seu foco é voltado à defesa dos direitos das mulheres, crianças e combate à violência doméstica.

Vice: Fabiana Torquato (DC)

Fabiana Torquato é advogada, especialista em regularização fundiária e candidata oficial à vice-presidência da República nas eleições de 2026 pelo DC. Natural de Pariquera-Açu, no estado de São Paulo, possui atuação técnica e administrativa em órgãos públicos voltados à gestão de terras no Distrito Federal.

Atuou como Diretora de Regularização Rural da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). No cargo, coordenou o projeto de lei que instituiu a Política de Regularização Rural do DF. Exerceu as funções de Coordenadora de Incorporação e de Superintendente da Secretaria do Patrimônio da União no Distrito Federal (SPU/DF).

Edmilson Costa (PCB)
Edmilson Silva Costa é natural de Pedreiras, no Maranhão. Aos 76 anos, é economista, professor universitário, escritor e político. Atual secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB), é o candidato da sigla à Presidência da República para as eleições de 2026.

Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutor no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma instituição. Atua como professor universitário e diretor de pesquisa e formação do Instituto Caio Prado Júnior (ICP).

É autor de livros sobre economia política, globalização e marxismo, como ‘A Globalização e o Capitalismo Contemporâneo’ e ‘A Crise Econômica Mundial, a Globalização e o Brasil’.

Iniciou a militância política na juventude durante a ditadura militar, participando do movimento estudantil. É filiado ao PCB desde a década de 1970. Foi candidato a prefeito de São Paulo em 2008 e candidato a vice-presidente do Brasil em 2010, na chapa liderada por Ivan Pinheiro.

Sua campanha à Presidência da República tem propostas voltadas à transição para o socialismo, estatização do sistema financeiro e reestatização de empresas estratégicas.

Vice: Cleusa Santos (PCB)

Cleusa Santos é professora, assistente social e militante comunista brasileira. Natural de Goiânia, capital de Goiás, tem 70 anos de idade. Iniciou sua militância sindical na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e integrou e presidiu a diretoria da Associação dos Docentes da UFRJ.

Teve atuação histórica no Sindicato Nacional dos Docentes, coordenando o grupo de trabalho de seguridade social. É secretária política do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, na cidade de Santos, no litoral paulista, braço de mobilização de mulheres ligado ao PCB.

Doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), atuou como professora titular na Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de onde é atualmente aposentada. Como intelectual marxista, direciona seus estudos para a crítica ao capitalismo, seguridade social, migrações e lutas da classe trabalhadora.

Flávio Bolsonaro (PL)
Primogênito de Jair Messias Bolsonaro, que foi presidente do Brasil entre 2019 e 2023, Flávio Nantes Bolsonaro é natural de Resende, no Rio de Janeiro. Aos 45 anos, é advogado de formação, empresário e senador da República por seu estado de nascença desde 2019 pelo Partido Liberal (PL).

Iniciou a carreira política em 2003 como deputado estadual, cumprindo quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Teve o nome associado a investigações sobre o esquema de repasse de salários de assessores, conhecido como “rachadinha”, na época de seu gabinete na Alerj. Flávio sempre negou as acusações e as denúncias contra o senador foram arquivadas.

Enquanto deputado, focou em medidas voltadas para forças de segurança. Atuou na defesa de punições mais rígidas para crimes violentos e contra políticas de assistência social voltadas a egressos do sistema prisional. Também foi contra as cotas raciais nas universidades públicas do estado do Rio de Janeiro.

Na época, utilizou prerrogativas do cargo para homenagear profissionais da segurança. Entre as medidas de maior repercussão, concedeu a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, a policiais militares, incluindo o ex-capitão do BOPE e miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega.

Como senador, Flávio propôs 57 projetos de lei. A maioria está em tramitação e apenas um foi aprovado pelo Congresso, o PL 3.190 de 2023, que muda o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Alguns dispositivos do texto foram vetados pelo Presidente Lula.

O senador também conseguiu aprovar outros três projetos no plenário do Senado, mas eles ainda estão em tramitação na Câmara dos Deputados.

O PL 2.327 de 2021 fala sobre a reciclagem de baterias de carros elétricos. O outro é o projeto 6.106 de 2023, que permite a formação de cadeias e associações de empresas de radiodifusão.

O último é o projeto 3.071 de 2019. O texto propõe que a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), com sede no Rio de Janeiro, seja incluída entre as entidades da sociedade civil beneficiadas com a renda de um concurso anual da loteria esportiva.

Vice: Alfredo Gaspar (PL)

Natural de Maceió, capital de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto é ex-promotor de justiça, advogado de formação, deputado federal pelo PL e, desde a última quarta-feira, 5, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais de 2026.

Atuou por 24 anos como promotor de Justiça do Ministério Público de Alagoas (MPAL), onde coordenou e presidiu o grupo de combate às organizações criminosas, e assumiu o cargo de procurador-geral de Justiça de Alagoas por duas gestões.

Comandou a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas duas vezes. Disputou a Prefeitura de Maceió em 2020, sem sucesso. Elegeu-se deputado federal por Alagoas em 2022, destacando-se pelo foco em pautas de segurança pública, combate à corrupção, e por ter sido relator da CPMI do INSS.

Foi alvo de um pedido de investigação da Polícia Federal no STF por suspeita de estupro de vulnerável. Levada pelo deputado Lindbergh Farias (PT) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB), a notícia-crime afirma que Gaspar abusou sexualmente de uma menina de 13 anos, que teria engravidado. Gaspar nega as acusações e forneceu material genético para exames.

Hertz Dias (PSTU)
Hertz da Conceição Dias, natural de São José de Ribamar, no Maranhão, é professor, rapper, ativista do movimento negro e político brasileiro filiado ao Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU).

Atua como professor de História da educação básica nas redes públicas estadual e municipal do Maranhão. É cofundador do Movimento Hip Hop Quilombo Urbano, uma das organizações de hip hop mais antigas do Brasil. É vocalista e compositor do grupo de rap político Gíria Vermelha.

Integrou o PSTU em 2010 e já foi candidato a vice-presidente do Brasil na chapa pura de Vera Lúcia, em 2018, candidato a prefeito de São Luís e candidato ao governo do estado.

Seu programa defende uma ruptura anticapitalista e uma revolução socialista. Suas pautas centrais incluem a estatização do sistema financeiro, a expropriação de grandes fortunas e de terras sem indenização, a revogação das reformas trabalhista e previdenciária, e o fim da escala de trabalho 6×1.

Vice: Vanessa Portugal (PSTU)

Vanessa Portugal é natural de Boa Esperança, em Minas Gerais. Professora da rede pública municipal de Belo Horizonte, também é dirigente sindical e militante política.

É uma das principais lideranças dos movimentos de trabalhadores da educação em Minas Gerais. Militante socialista desde a década de 1990, concorreu múltiplas vezes à Prefeitura de BH, ao governo estadual e ao Senado.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Natural de Garanhuns, no interior de Pernambuco, Luiz Inácio Lula da Silva tem 80 anos e está em seu terceiro mandato como presidente do Brasil. Migrou ainda na infância para São Paulo, onde trabalhou como metalúrgico e liderou grandes greves no ABC Paulista contra a ditadura militar.

Em 1980 fundou o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual é filiado até hoje. Foi eleito presidente da República pela primeira vez em 2002, depois em 2006 e em 2022. Antes disso, candidatou-se e perdeu nas eleições de 1989, 1994 e 1998.

Durante seu primeiro mandato, criou e lançou o Bolsa Família, reconhecido mundialmente como um dos melhores programas de transferência de renda.

Em 2018, foi preso na Operação Lava-Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo um triplex no Guarujá, no litoral de São Paulo. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou os processos.

Vice: Geraldo Alckmin (PSB)

Vice-presidente do Brasil, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho foi eleito na chapa de Lula em 2022. Natural de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, foi médico e professor, conciliando com a carreira política desde os 20 anos, quando se elegeu vereador de sua cidade natal pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição à ditadura militar.

Aos 73 anos de idade, foi governador do estado de São Paulo por quatro mandatos pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que ajudou a fundar em 1988. Sua gestão à frente do Executivo paulista foi responsável pela expansão de linhas do Metrô e da CPTM, pela criação do programa Bom Prato, pela implantação das AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e concessões de rodovias.

Disputou a Presidência da República em 2006 e novamente em 2018, sem ganhar em nenhuma das duas. Hoje, além de vice-presidente, é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Pablo Marçal (PRTB)
O empresário e influenciador Pablo Marçal registrou candidatura à Presidência da República pelo PRTB para as eleições de 2026. Marçal ganhou projeção nacional durante a disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024, quando terminou em terceiro lugar, com 28,14% dos votos válidos, atrás de Guilherme Boulos (PSOL) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, recebeu 1,7 milhão de votos e ficou a menos de 57 mil votos de avançar para o segundo turno.

Ex-coach, Marçal construiu uma base de seguidores nas redes sociais e ficou conhecido por um perfil político marcado por declarações polêmicas, embates com adversários e forte presença digital. Após a eleição municipal, deixou o PRTB e se filiou ao União Brasil em março de 2026, mas retornou à antiga legenda para disputar a Presidência. A volta ao PRTB precisou de uma decisão liminar da Justiça Eleitoral para que sua filiação fosse reconhecida dentro do prazo exigido pela legislação.

Apesar do registro da candidatura, Marçal está inelegível por decisões do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) relacionadas à campanha municipal de 2024. As condenações envolvem abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Marçal recorre das decisões, e seu pedido de registro para disputar a Presidência ainda terá de passar pela análise da Justiça Eleitoral.

Vice: Leonardo Avalanche (PRTB)
Leonardo Alves de Araújo, conhecido popularmente como Leonardo Avalanche, é um empresário, analista de sistemas e dirigente partidário brasileiro.

Natural de Anápolis, em Goiás, tem 37 anos e é filho de pastor da Igreja Assembleia de Deus. Atuou no setor privado e em atividades ligadas ao Poder Judiciário antes de ingressar na política. Assumiu o comando nacional do partido em fevereiro de 2024, após disputas internas na legenda fundada por Levy Fidelix.

Coordenou politicamente a campanha do influenciador Pablo Marçal à prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2024. Ele substituiu os planos iniciais do partido após Marçal se filiar ao União Brasil e se tornar inelegível. Esta é a sua primeira disputa a um cargo eletivo.

Renan Santos (Missão)
Renan Antônio Ferreira dos Santos é natural da capital paulista. Aos 42 anos, é ativista político, empresário, músico e uma das principais lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL). Iniciou o curso de Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não o concluiu.

Participou ativamente das manifestações de 2013 contra a PEC 37/2011, conhecida como PEC da Impunidade. Em 2014, fundou o MBL ao lado de nomes como Kim Kataguiri. Participou ativamente das manifestações e articulações que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Atua como presidente do Partido Missão e posiciona propostas focadas na segurança pública e no combate rigoroso às facções criminosas. O candidato à Presidência acumula diversas polêmicas ao longo de sua trajetória política. Em agosto de 2021, uma jovem de 21 anos registrou um boletim de ocorrência contra o candidato por estupro, ao que ele foi absolvido por falta de provas.

Vice: Aroldo Medina (Missão)

Aroldo Medina é natural de Sant’Ana do Livramento, no estado do Rio Grande do Sul. Jornalista, militar da reserva e político filiado ao partido Missão. Atuou por cerca de 30 anos na Brigada Militar do Rio Grande do Sul, chegando à patente de tenente-coronel da reserva.

Serviu no Batalhão de Polícia de Choque de Porto Alegre e exerceu a chefia da Defesa Civil do Estado. É especialista em história militar e membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB).

Medina possui um longo histórico de concorrências a cargos eletivos no Rio Grande do Sul, tendo passado por partidos como PL, PFL, PRP, PSD e PV. Suas pautas principais focam no combate à corrupção, endurecimento penal e valorização das forças de segurança.

Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Ramos Caiado é natural de Anápolis, em Goiás. Atuou como médico ortopedista, mas hoje concentra seu tempo na produção rural e na política. Foi governador do estado por dois mandatos consecutivos pelo Partido Social Democrático (PSD).

Antes disso, foi deputado federal por cinco mandatos e senador da República, com forte atuação voltada ao agronegócio. Ficou conhecido nacionalmente como líder ruralista na década de 1980 e candidatou-se à Presidência da República em 1989.

No Congresso Nacional, destacou-se pela oposição aos governos do PT, tendo sido uma das principais vozes pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Enquanto governador, seu foco foi em segurança pública e ajuste fiscal.

Vice: Gilberto Kassab (PSD)

Gilberto Kassab nasceu no bairro de Pinheiros, em São Paulo, em 1960. Economista e engenheiro civil, dedica-se à carreira política como presidente nacional do PSD, que fundou em 2011.

Iniciou a vida pública como vereador de São Paulo em 1992. Atuou como deputado estadual e deputado federal. Foi secretário municipal de Planejamento e vice-prefeito de São Paulo na chapa de José Serra, assumindo a prefeitura em 2006 após a renúncia do titular e sendo reeleito em 2008.

Foi Ministro das Cidades de Dilma Rousseff e Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações no governo Michel Temer. Atuou como secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas, cargo que deixou neste ano para se dedicar a articulações eleitorais.

Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema Neto é natural de Araxá, no interior de Minas Gerais. É um dos donos da varejista Grupo Zema desde a década de 1990, sendo um dos principais responsáveis por sua expansão nacional.

Deixou a presidência da empresa em 2016 para focar na carreira política. Filiou-se ao Partido Novo e venceu as eleições para o governo de Minas Gerais em 2018. Foi reeleito em 2022, governando o estado até 2026, quando saiu para concorrer à Presidência da República.

Ficou marcado por pautas de ajuste fiscal, privatizações e corte de gastos públicos no estado de Minas.

Vice: Eduardo Girão (Novo)

Luís Eduardo Grangeiro Girão é empresário e político, nascido em Fortaleza, capital do Ceará. Atualmente é candidato a vice-presidente na chapa de Zema e senador por seu estado, eleito em 2018 pelo Novo. Suas principais bandeiras são pautas de costumes, o conservadorismo e o combate à corrupção.

Foi empresário nos setores de hotelaria, segurança privada e audiovisual. Fundou em 2004 a Associação Estação da Luz, entidade sem fins lucrativos voltada a projetos sociais e produções cinematográficas com temáticas espirituais, como o filme As Mães de Chico Xavier. Também foi dirigente do Fortaleza Esporte Clube entre 2010 e 2011.

No Senado, integrou diversas CPIs e destacou-se pela oposição a governos de esquerda e por críticas recorrentes a decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Rui Costa Pimenta (PCO)
Rui Costa Pimenta é jornalista, político trotskista e o atual presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO). Ele lidera a legenda desde a sua fundação oficial em 1995.

É natural de São Paulo e neto do líder operário João da Costa Pimenta. Ingressou no movimento estudantil em 1976 contra a ditadura militar, participou ativamente da criação do PT e foi assessor de imprensa e diretor da CUT nos anos 1980.

Liderava a corrente interna Causa Operária no PT até ser expulso em 1992 por divergências políticas. Organizou a fundação do novo partido independente em 1995, tendo disputado a Presidência da República pelo PCO em 2002, 2010 e 2014. Trabalha como editor do jornal impresso Causa Operária e faz análises diárias no canal do partido no YouTube.

Defende uma linha marxista revolucionária baseada no anti-imperialismo radical. É conhecido por posições polêmicas que rompem com a esquerda tradicional, defendendo a liberdade irrestrita de expressão e o armamento da população.

Vice: Antônio Carlos Silva (PCO)

Antônio Carlos Silva é professor de matemática, sindicalista e dirigente político, além de ser um dos fundadores do PCO. Nascido em Petrópolis, no Rio de Janeiro, construiu a maior parte de sua trajetória profissional e política no estado de São Paulo.

Liderança da corrente Educadores em Luta na APEOESP e coordenador da Corrente Sindical Nacional Causa Operária, vinculada à CUT, que ajudou a fundar, iniciou sua militância há cerca de 40 anos nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica.

Integrou a corrente interna Causa Operária dentro do PT até o rompimento que deu origem ao PCO, do qual se tornou secretário sindical nacional. Disputou as prefeituras de Piracicaba, em 2004, do Rio de Janeiro, em 2008 e 2012, e foi o candidato do partido à Prefeitura de São Paulo em 2020.

Samara Martins (UP)
Samara Martins Silva tem 38 anos, é dentista do SUS, ativista social e política brasileira, filiada à Unidade Popular (UP), partido do qual ocupa o cargo de vice-presidente nacional. Natural de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, começou sua militância no movimento estudantil secundarista e universitário.

Foi diretora de mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE), é coordenadora nacional da Frente Negra Revolucionária e integrante da coordenação do Movimento de Mulheres Olga Benário, que auxilia mulheres vítimas de violência doméstica.

É uma das fundadoras da Unidade Popular pelo Socialismo. Em 2022, concorreu como candidata a vice-presidente da República na chapa encabeçada por Leonardo Péricles. Nas eleições de 2026, forma-se uma chapa puramente feminina. Defende uma plataforma socialista com propostas como a redução da jornada de trabalho, reestatização de empresas públicas e a suspensão do pagamento da dívida pública.

Vice: Raquel Brício (UP)

Raquel Brício é originária da região ribeirinha do Médio Rio Moju, no estado do Pará. Aos 34 anos, é ativista política e assistente social, consolidada como uma das principais lideranças da UP na região Norte.

Atualmente, compõe a chapa nacional do partido como candidata a vice-presidente da República nas eleições de 2026. Em 2024, concorreu ao cargo de prefeita de Belém. Atua em movimentos populares de base, com destaque para as ações do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), com pauta voltada à reforma urbana e ao combate à fome.

Wilson Grassi (Democrata)
Único candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 que ainda não anunciou um vice, Wilson Grassi Júnior é médico veterinário e político. Nascido em São Paulo, foi conselheiro da Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais. Participou em 2015 do projeto de implantação e gestão do primeiro hospital público veterinário do Brasil, localizado no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Concorreu a deputado federal pelo PV em 2022 e a vereador da capital paulista pelo PRTB em 2024, sem se eleger em ambas. Sua plataforma de campanha foca em conectar a proteção animal a pilares essenciais como saúde, segurança e educação.

O Democrata, sigla que até dezembro de 2025 chamava-se Partido da Mulher Brasileira (PMB), lança com ele a sua primeira candidatura própria ao Palácio do Planalto desde a fundação da legenda em 2008.

Vice: Suêd Haidar

Suêd Haidar Nogueira, de 67 anos, é empresária, fundadora e presidente nacional do Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Natural de São Luís (MA), ela criou a legenda em 2008, após anos de atuação em causas sociais, segundo o próprio partido. O Democrata apresenta Haidar como mulher negra, mãe e de origem humilde, com passagem pela vida em favela e pelo trabalho como camelô antes de entrar na política partidária.

Nas eleições de 2026, Haidar é candidata a vice-presidente na chapa de Wilson Grassi. Ela já disputou outros cargos pelo partido, entre eles o Senado pelo Rio de Janeiro em 2022 e uma vaga na Câmara Municipal do Rio em 2024. Segundo os dados eleitorais compilados a partir do TSE, recebeu 11.933 votos para senadora e 2.576 votos para vereadora.

Quando vai ser a eleição para presidente?
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para domingo, 4 de outubro, com votação das 8h às 17h em todo o país, no horário oficial de Brasília.

Caso nenhum candidato alcance a maioria dos votos válidos, um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro.