Rio Branco: Alunos e professores bloqueiam avenida e Terminal contra fechamento de turmas do EJA

Alunos e professores do programa de Educação para Jovens e Adultos (EJA) fecharam o Terminal Urbano, em Rio Branco, e a Avenida Getúlio Vargas na noite desta quarta-feira (21), em protesto contra o cancelamento de turmas do programa.

Além disso, os manifestantes alegam que algumas escolas da capital acreana foram fechadas.

Por conta disso, o trânsito no Centro de Rio Branco ficou travado, com congestionamento, e o policiamento de trânsito ajudou os condutores.

Com cartazes e faixas, os manifestantes exigem um posicionamento do governo do estado sobre a situação. A via e o Terminal foram liberados por volta das 19h35.

O professor Alisson da Silva afirmou que uma das escolas fechadas foi a Doutor Mário de Oliveira. Segundo ele, todos foram pegos de surpresa com a notícia do fim do programa.

“É muita tristeza porque os alunos do EJA, pra quem já trabalha há muito tempo, são diferenciados dos demais e foram pegos de surpresa. O que machucou mais foi a notícia. Creio que tinha condições de fechar este ano e, se fosse definitivo, fechar a escola ano que vem”, lamentou.

O EJA é uma modalidade de ensino que dá a oportunidade para as pessoas que não tiveram acesso à educação na escola convencional.

Alunos levaram cartazes questionando o fechamento de escolas em Rio Branco — Foto: Tálita Sabrina/Rede Amazônica Acre

Ensino continuará

À Rede Amazônica Acre, a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação e Esporte do Acre (SEE) informou que o que está acontecendo é uma reorganização habitual das turmas com base nos índices de evasão. A SEE garantiu que o ensino da EJA continuará a ser ofertado nas escolas da rede estadual.

O estudante Davi de Lima Oliveira disse que os alunos foram orientados a fazer a rematrícula para as aulas. Porém, na segunda-feira (19) souberam da notícia de que não haveria mais turmas do EJA.

“Se fosse para ter feito isso, para ter cortado, era para ter avisado com um mês de antecedência para a gente ter se preparado e ter condições de ir para outra escola ou não. Me senti como um lixo, sem poder falar e fazer nada, só chegaram e disseram que era para acabar o EJA para ontem”, relembrou.

O professor Jorge Neto acredita que mais de dez escolas já foram fechadas. Com isso, assistentes e mediadores foram devolvidos e outros demitidos.

“Então, a demanda que existia a Secretaria de Educação está fazendo com que não exista mais para devolver assistentes, mediadores e futuramente professores também do ensino regular”, falou.

Colaborou Tálita Sabrina, da Rede Amazônica Acre – Aline Nascimento G1