Servidor registra queixa após ser chamado de ‘safado’ e ‘merda’ pelo presidente do Depasa

O servidor do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento do Acre (Depasa) Chediesney Costa Dantas registrou um boletim de ocorrência contra o diretor-presidente do órgão, Josenil Costa Chaves, afirmando que ele o agrediu verbalmente no setor de trabalho, na última sexta-feira (19).

No Boletim de Ocorrência, Dantas relata que estava em seu local de trabalho, na Estação de Tratamento de Água 2 (ETA 2), e que por divergências em questões técnicas do setor de trabalho dele, o presidente passou a agredi-lo chamando ele de “safado”, “merda” e “vagabundo”.

O diretor-presidente rebateu e disse que apenas respondeu às agressões verbais iniciadas pelo servidor. “Era pra ele ter me respeitado e, pelo menos, ter vindo falar comigo. Quando chamei pra vir dar explicação, ele falou esse palavrão e pensou que não estava ouvindo, mas ouvi e só falei para ele me respeitar”, disse Chaves.

Desentendimento na ETA

Ainda conforme o relato de Dantas, o presidente teria chegado dizendo que a vazão de água seria aumentada, sem saber se teria condições de tratar.

“O presidente chegou dizendo que ia aumentar a vazão e não perguntou antes se tinha condições de tratar. Porque a ETA estava muito suja e os filtros quebrados e com problemas, acabei falando para ele: ‘se o senhor sujar a água da cidade a responsabilidade é sua’ e então ele já começou”, explica.

De acordo com o diretor, a troca de ofensas aconteceu por causa da captação. Segundo ele, aumentou a vazão da água que era de 700 litros para mil litros e o servidor disse que não seria possível tratar essa quantidade.

“Ele disse ao Filó [outro servidor, responsável pelo setor] que não ia tratar. Que estava há 12 anos lá e nunca tinha tratado essa quantidade de água. Ao ser rebatido, ele disse que a água ia sujar”, contou.

Chaves disse que pediu explicações porque não seria feito o tratamento quando o servidor teria começado com a agressão verbal.

“Fiquei abismado, desci e fui tomar satisfações com ele. E trocamos algumas palavras. Isso é verdade. Mas não agredi ele. Não bati nele e falei que ele deveria ter me dado satisfações porque sou o presidente. Revidei. Não ataquei ele e simplesmente falei que eu não era aquilo que ele estava falando”, contou.

O diretor-presidente disse que também registrou um boletim de ocorrência, e que encaminhou ao jurídico do órgão para que sejam tomadas as medidas necessárias.

G1/AC