Vereadores de Cruzeiro do Sul aprovam decreto de calamidade causada pela pandemia do covid-19

Os vereadores do município de Cruzeiro do Sul, aprovaram, por unanimidade, o decreto de calamidade pública por conta da pandemia de Covid-19 em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira (25) na Câmara Municipal. O documento foi enviado pelo prefeito da cidade, Ilderlei Cordeiro.

Ao todo, foram 11 votos a favor do decreto que tem validade até 31 de dezembro de 2020. A cidade de Cruzeiro do Sul não tem nenhum caso do novo coronavírus confirmado. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), os 18 casos suspeitos no município foram descartados.

“A Câmara tem um papel importante nesse momento, porque a prefeitura, através desse decreto, vai tomar as medidas. Principalmente a questão da saúde da população e outras medidas que podem ser adotadas, inclusive econômicas. Esse é um momento muito preocupante para todos nós”, disse o vereador.

O secretário de Administração e Planejamento, Manoel Orleilson, explicou que o decreto vai possibilitar maiores investimentos na área da saúde e da assistência social do município.

“O pedido de calamidade é justamente para que nós consigamos dar desconto de IPTU, taxa de lixo, de alvará para os empresários que tiveram seus estabelecimentos fechados. Ou seja, um investimento maior na área da saúde e assistência social, que são as áreas que terão maior impacto”, disse o secretário.

Outra medida que deve ser implantada a partir do decreto de calamidade é a assistência aos alunos da rede pública de ensino. “Que a gente tenha um programa de segurança alimentar desses alunos que, muitas vezes não têm o que comer”, destacou.

Para o prefeito da cidade, o decreto de calamidade vai possibilitar o apoio às famílias que estão em casa e não têm condições. Segundo Ilderlei, o documento prevê que sejam implantadas barreiras sanitárias na divisa com a cidade de Rodrigues Alves. Ele aproveitou para agradecer os vereadores que aprovaram o decreto.

“Para fazer todo o controle dos carros particulares e também de todo transporte que vai chegando na nossa cidade. Fizemos o pedido de decretação do estado de calamidade, justamente para que a gente possa fazer tudo que é possível para atender as demandas e necessidade das pessoas da nossa cidade”, concluiu o prefeito.

 

 

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