Rio Branco, Acre, 15 de janeiro de 2021

Renúncia de Cunha é acordão para evitar delação, diz Jorge Viana

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Vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC) avaliou que a renúncia do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ao cargo de presidente da Câmara tem um objetivo claro: promover um acordo para evitar a cassação de seu mandato e, como contrapartida, evitar que Cunha faça um acordo de delação premiada, que poderia atingir boa parte de seus aliados no Congresso Nacional.

Para o petista, o presidente interino Michel Temer está a par da articulação. “Tem muita gente na Câmara preocupada com a delação do Eduardo Cunha. Se ele for cassado, ele vai ser preso, junto com a mulher e a filha, e vai fazer a delação. Essa renúncia tem um objetivo claro: um acordão para não cassar o mandato dele, e que passa por Michel Temer”, acusou. “Ele não renunciaria se não tivesse um acordão montado para salvar seu mandato. Não foi nenhum gesto nobre”.

O senador apontou Cunha como “o grande engenheiro do impeachment” da presidente afastada Dilma Rousseff. Sua saída do comando da Câmara, no entanto, não altera sua influência na Casa, observa. Por isso, Cunha segue sendo uma ameaça a Temer, crê. “Cunha é até hoje, sem dúvida, a pessoa mais influente da Câmara. O deputado Eduardo Cunha seguirá sendo uma ameaça, um gravíssimo problema para o governo de Michel Temer”.

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