Rio Branco, Acre, 27 de setembro de 2020

Cavalgada marca abertura da Expoacre 2016

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A tradicional Cavalgada, celebração que abre oficialmente a Expoacre – a maior feira de negócios da região –, foi realizada na manhã deste domingo, 24, saindo da Gameleira com parada final no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco. O governador Tião Viana e a família, juntamente com o deputado federal César Messias, deram a largada oficial do evento.

A comissão organizadora da festa estima que cerca de 15 mil pessoas participaram tanto na passeata e comitivas quanto às margens da Via Chico Mendes.

Todo o trajeto da Cavalgada foi monitorado e acompanhado por agentes do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também acompanharam a Cavalgada, para garantir atenção de saúde aos participantes.

Para Tião Viana, a festa representa a cultura, a identidade da economia, das pessoas. No entanto, as determinações recentes do Ministério Público Estadual têm desmotivado várias pessoas a participar da festa tradicional.

“Lamentavelmente, os promotores do Ministério Público não vêm à Cavalgada. Se viessem, veriam que se trata de uma festa alegre que pode conciliar a aplicação da lei com a valorização da cultura, da alegria, da brincadeira. Sou a favor de toda medida legal, mas não podemos adotar medidas que radicalizem um ambiente de paz”, pontuou o governador.

O deputado federal César Messias destacou que é preciso haver um consenso para que o Acre mantenha a festa democrática que sempre teve na Cavalgada.

“A Cavalgada é uma festa tradicional extraordinária. Pena que está havendo muitas exigências do Ministério Público, e muitas pessoas estão deixando de participar. Hoje poderíamos ter o dobro da quantidade de cavalos e também de participantes”, observa o parlamentar.

O pecuarista Júnior Géber participa há muitos anos da Cavalgada. Segundo ele, é a mais tradicional festa que o Acre já teve em sua história, no entanto, se as exigências continuarem aumentando, este poderá ser seu último ano de participação.

“O pessoal que vinha a cavalo não vem mais, porque agora está cheio de rigor, foi proibido o uso de espora e há muitas restrições em relação ao percurso e à participação dos animais. Fica difícil, e de certa forma a gente desanima. É lamentável, porque se trata de um festa tão bonita, que carrega a identidade cultural do estado”, finalizou.

Após a abertura oficial, a tradicional feira de negócios continua durante nove dias, encerrando-se no domingo, 31.

População prestigia evento

Muitas pessoas saíram de casa e foram para as margens da Via Chico Mendes prestigiar a passagem das comitivas. Maria Ocineide faz isso todos os anos, desde que veio morar em Rio Branco.

“É uma festa bonita. As crianças ficam ansiosas, porque já sabem que todo ano a gente vem para a beira da rua prestigiar. Além da alegria, é um momento único para nossa família”, afirma a dona de casa, que mora no bairro Taquari.

Para Eudenir Costa, não é diferente. “A gente vem para a rua, e à noite trabalha. Tenho um pequeno negócio no ramo de alimento, e aí esta semana a gente já sabe que é boa para reunir um bom dinheirinho. A Expoacre marca uma época do ano em que coisas boas acontecem”, comenta.

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