Rio Branco, Acre, 27 de setembro de 2020

ACREANO se sobrepõe a ACRIANO como gentílico oficial

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“É melhor devolver o Acre pra Bolívia do que escrever ‘acreano’ com ‘i’”.

A frase pinçada das redes sociais, ajuda a dar a dimensão do tamanho da rejeição ao termo ACRIANO em substituição ao tradicional ACREANO.

Afinal, o Estado que teve que lutar para ser brasileiro, não aceita que outros lhe digam como deve se chamar.

Diário OficialNa edição do Diário Oficial do Estado do Acre desta quinta-feira (28), o governador Tião Viana instituiu como oficial o uso do gentílico acreano e acreana nos documentos públicos estaduais. Com a decisão, governo e ALEAC buscam reconhecer a história dos antepassados, costumes e autoestima dos ACREANOS.

A polêmica entre o uso dos termos ACREANO e ACRIANO teve início com a reforma ortográfica. Antes, o uso era facultativo, mas a partir da reforma, o termo ACREANO desapareceu dos dicionários e vocabulários da Academia Brasileira de Letras.

A reação dos ACREANOS e rejeição ao uso do termo ACRIANO foi intensa e motivo de longos e acalorados debates, mas prevaleceu o desejo da maioria de permanecer se auto denominando ACREANO.

‘O Direito nos ensina que a norma serve para proteger um valor. Ora, o maior valor em jogo nessa situação é a cultura local. Que deve ser defendida e promovida, pois representa a identidade do povo, seu modo de viver, sua tão original história de resistência e, por conseguinte, sua autoestima e soberania.’  – Escreveu a jornalista e escritora Onides Bonaccorsi Queiroz, em matéria da Agência de Notícias do Acre.

Em sua conta no facebook, o governador agradeceu à sua chefe de gabiente civil, Márcia regina, ao deputado federal e escritor Moisés Diniz (PCdoB) e à Academia Acreana de Letras.

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