Rio Branco, Acre, 25 de novembro de 2020

Com 55% dos votos, população diz NÃO ao coronelismo

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Artigo

por Leandro Altheman

É festa do lado deles e com isso fazem o que fazem de melhor: barulho. O ‘15’ faz bem em comemorar. Primeiro, porque suspiram aliviados. Segundo, porque fazendo barulho, quem sabe talvez possam assim continuar a impedir as pessoas de ouvirem a voz da razão. Terceiro, porque não sabem quanto vai durar a sua alegria.

Vitoriosa é a rejeição ao coronelismo representado por Vagner e seu continuador Ilderlei. 55% dos eleitores disseram um sonoro NÃO ao modelo. Se o sistema político não representa a vontade da maioria da população, isso são outros quinhentos. Sem segundo turno, os urubus podem voar confiantes pelos céus de Cruzeiro do Sul. Por hora.

Lançado há dois anos, exatamente na Marcha para Jesus, o filho pródigo precisou da ajuda da Embiara do Juruá, Vagner Sales, Gladson, Xéssica, estrutura da prefeitura, compra de partidos, de candidatos, e quiçá, até de eleitores, e muita macumba mesmo para poder chegar onde chegou. Foram dois anos aparecendo ao lado do prefeito nos aniversários da cidade, ou como papagaio de pirata da deputada na votação do impeachmeant, além é claro das matérias na imprensa paga da capital.

Uma grande vitória sem dúvida. É Sales, que passa para Cameli, que passa para Cordeiro, que passa para Sales, e é GOOOOOOL, Gol da familiocracia cruzeirense!

Cruzeiro do Sul vive o avesso da meritocracia. Eles se cercam dos capazes, pois conhecem suas limitações. Mas não podem abrir espaço para estes e por isso dependem da liturgia política, da ‘unção’ de um ou outro político ‘consagrado’, para se perpetuarem no poder.

Francamente, preferia estar nesse momento cumprimentando Ilderlei e lhe desejando um bom governo. A ele e a Zequinha, a quem admiro. Seria o mínimo de se esperar de um adversário político em um ambiente democrático. Seria o mínimo a se esperar de um cidadão cruzeirense (ainda que os seus desejem negar-me a cidadania) que deseja o melhor para a cidade. Contudo, isso seria fechar os olhos à realidade de que esse processo eleitoral começou completamente viciado, com graves acusações e provas materiais de compra de partidos e de apoios políticos e de desmonte de uma das candidaturas. Será essa a ‘normalidade democrática’?

Por hora, encerro por aqui. Como disse aos meus adversários, o que não vai faltar é assunto. A seara é farta para um jornalista como eu. Más adelante, falo dos vitoriosos que esta eleição não reconheceu: os que não aceitam mais essa política coronelista, ultrapassada, que mantém Cruzeiro do Sul acorrentada ao passado mais sem perspectivas possível e que de duas maneiras diferentes, disseram NÃO a Vagner Sales e Ilderlei Cordeiro e ao que ambos representam.

E quanto a minha representação na famigerada balsa, só tenho a agradecer a lisonja de ser o único jornalista, já que vamos ‘embarcados’, 55% do eleitorado. Agradeço e espero honrar a confiança em mim depositada, de ser a voz a representar o pensamento da maioria dos cruzeirenses.

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