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Policiais evitam carnificina em presídio da capital

Por Redação Juruá em Tempo.19 de outubro de 2016Updated:19 de outubro de 20164 Minutos de Leitura
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A noite desta terça-feira (18) para muitos mais parecia um cenário de guerra quando por volta das 18h repentinamente quem passava pela Via Verde, foram surpreendidos com o barulho de vários disparos vindos das proximidades da Unidade Prisional – UP4, mais conhecido como “Papudinha”. Integrantes de facções criminosas teriam tentado tomar a unidade onde dormem os presos em regime semi aberto, mas foram impedidos pela polícia.

De acordo com informações coletadas no local, os criminosos se camuflaram entre o matagal e ficaram na espreita da chegada dos reeducandos na unidade, armados com armas longas na intenção de armarem uma emboscada. Quando os presos começaram a chegar se iniciou os tiros e cinco pessoas chegaram a ser alvejadas, o restante se abrigou dentro da unidade e alguns chegaram até a tentar tomar as armas dos agentes penitenciários para revidarem a altura.

O tiroteio entre os dois lados só acabou quando guarnições do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) com apoio de outros policiais militares e agentes penitenciários chegaram e começaram a perseguição aos criminosos que se evadiram pelo matagal. Após mais ou menos 4hs de intensas buscas e confronto com os criminosos, pessoas foram presas e armas foram apreendidas.

“Aqui no Acre, nós tivemos uma tentativa de uma carnificina no presídio por parte de integrantes de facções criminosas que estavam tentando fazer assim como aconteceu em Roraima e Porto Velho. Mas as forças de segurança através do serviço de inteligência da polícia, conseguiram evitar a intenção prendendo alguns suspeitos e apreendendo armas de alto poder de fogo”, disse o Secretário de Segurança, Emylson Farias.

Por volta das 11h, o governador Tião Viana, juntamente com representantes das forças policiais no estado fizeram uma transmissão ao vivo através da rede social “O Facebook”, para explicar a sociedade o que de fato estava acontecendo na cidade. Em sua oportunidade, o governador explicou que a guerra entre as facções acontece a nível nacional e confirmou a chegada de criminosas vindos de fora do estado, com armas de grosso calibre para dar reforço as facções criminosas instaladas no Acre.

“Nos estamos enfrentando uma guerra entre facções a nível nacional. Dos criminosos que foram destacados para Rondonia e Acre, quarenta ficaram em Rondônia e outros 25 vieram para o território acreano com armas pesadas, carros blindados, coletes e até granadas. Eles tentaram fazer um atentado muito perigoso na Papudinha, mas, nós conseguimos evitar uma tragédia, graças ao nosso serviço de inteligência com o apoio das forças policiais”, destacou Tião Viana.

Ainda durante a transmissão o governador associou a culpa do que acontece no Brasil ao Governo federal, que segundo ele, tem fechado os olhos ao tráfico de drogas, que é a principal causa da guerra entra as facções que disputam por territórios.

“A situação está sem controle na ponta, mas o governo federal tem fechado os olhos para um grande agente letal que ameaça integridade da nação chamado droga. E a porta de entrada está vulnerável ao controle e combate as drogas que é atribuição constitucional ao governo federal. Temos polícias que colaboram e fazem o que podem, mas, falta estrutura do governo que tem fechado seus olhos”. Disse o governador.

No acre, para o controle da criminalidade o Sectetário de segurança pretende manter as forças policiais na rua, com ações e operações ostensivas para prender criminosos e as pessoas que vieram de fora para contrapor um grupo rival.

“Nós pretendemos continuar com a mesma intensidade colocando policiais na rua pra que a gente coloque essas pessoas que vieram de fora, atrás das grades, sem o prejuízo ainda de uma operação  que deve ocorrer em poucos dias pra que a gente possa tirar de circulação essas pessoas que vem ordenando execuções e comandando a disputa pelo território de droga”.

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