Início / Versão completa
Política

Senado pode não ter recesso no fim do ano

Por Redação Juruá em Tempo. 06/10/2016 21:30
Publicidade

O presidente do Senado, Renan Calheiros anunciou que após o segundo turno das eleições municipais, a Reforma Política vai entrar com urgência em discussão no Congresso Nacional, em novembro.

Publicidade

Após se reunir com líderes partidários das duas casas do Congresso, incluindo a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, afirmou que vai acontecer dia 9 de novembro a votação no Senado da Proposta da Emenda à Constituição 36 (PEC 36/2016), que estabelece o fim das coligações nas eleições proporcionais, cria a cláusula de barreira para a atuação partidária, e reforça a exigência de fidelidade partidária dos eleitos.Para Renan Calheiros, diante do ao alto índice de 17,6% abstenções nas eleições 2016, o equivalente a 25 milhões de pessoas que não foram votar, o país precisa com urgência de uma Reforma Política.

“Tratamos da necessidade da reforma política. Estabelecemos que vamos votar no dia 9 a Proposta de Emenda à Constituição que trata da Federação, da cláusula de barreira e do fim da coligação proporcional, aqui no Senado. E fizemos um apelo no sentido de que a Câmara especificasse dois ou três temas por projeto de lei e mandasse esses temas para o Senado.”O presidente do Senado disse ainda, que está disposto a levar os trabalhos da Casa até o mês de janeiro, com o Congresso funcionando inclusive no recesso do fim de ano, se for preciso para aprovar o texto da PEC.

“A reforma política que está sendo cobrada pela sociedade brasileira. Nós tivemos 50% de votos entre abstenção, em branco e nulos. E nós precisamos refazer esse modelo. Se for necessário, nós vamos funcionar até o final de dezembro. Se for importante nós entrarmos, para entregarmos a reforma política, até o mês de janeiro, nós vamos funcionar em janeiro.”

Publicidade

De acordo com Calheiros, o  atual cenário dos partidos brasileiros contendo 35 legendas, é ‘indigente’ e as regras atuais vigentes estimulam uma ‘inflação irrespirável’ de siglas, tornando impossível a qualquer governo transmitir estabilidade. O presidente do Senado defendeu ainda que o Congresso discuta outras propostas radicais como a mudança do sistema de governo, do presidencialismo para o parlamentarismo.

 

Com informações do Sputnik Brasil.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.