Entre os projetos destaques da atual gestão estão as parcerias público-privado-comunitárias e de mercado, envolvendo o governo, empresariado, pequeno, médio e grande produtor rural. A exemplo desses modelos de sucesso estão as indústrias de peixe, suíno e aves – o Complexo Peixes da Amazônia, a Dom Porquito e a Acreaves, respectivamente.
Com uma capacidade de produção de até 15 milhões de alevinos por ano, e 127 tanques para manter matrizes e reprodutores, o investimento no Complexo passa dos R$ 70 milhões.
A unidade produz, engorda, processa pescado para o Acre e exporta a outros estados, além do Peru. Foram gerados quase 400 empregos diretos, além de beneficiar até 300 famílias produtoras.
Nos primeiros dois anos, a Peixes da Amazônia fez circular mais de R$ 30 milhões na economia local.
Com capacidade para duas mil matrizes e projeção para seis mil, a Dom Porquito teve investimento de R$ 85,1 milhões, nos últimos três anos, e gerou quase dois mil empregos diretos e indiretos.
São abatidos 200 animais por dia com capacidade de industrializar 40 mil toneladas de embutidos/dia. Mais de duas mil famílias são beneficiadas. A empresa já possui contrato de exportação para Hong Kong, que deve iniciar a partir de fevereiro de 2017.
Já a Acreaves possui capacidade para incubar 640 mil ovos/mês, com abate de até 25 mil aves diariamente. O investimento dos últimos seis anos foi de R$ 51 milhões, gerando quase três mil empregos direta e indiretamente.
O desafio de se superar diante das perdas
Tião Viana destacou que são imensuráveis os esforços que o governo vem fazendo para manter a economia e ter superávit nas contas públicas.
A União deixou de repassar recursos, a partir da isenção da linha branca de eletroeletrônicos que beneficiou apenas os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, sacrificando os estados do Norte e Nordeste que dependem do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
A perda do Acre chegou a R$ 1,1 bilhão, montante que equivale a uma Cidade do Povo, com toda a infraestrutura concluída.
“Este ano, já somamos mais de R$ 300 milhões de perdas do FPE. Isso é um sacrifício quase insuportável. Nós temos que gerar de outubro até dezembro, R$ 900 milhões, para pagamentos no governo do Estado com folha de pessoal, inativos e a transferência para os poderes. É muita responsabilidade e um enorme desafio”, pontua o governador.
Outra situação deliciada envolve as questões previdenciárias, já que o estado possui heranças dos anos 1970 e 1980, que são as aposentadorias daquele período, e que estão chegando agora.
O aumento é de 170% no numero de aposentados, o que representa uma despesa a mais de R$ 25 milhões por mês, ou R$ 300 milhões ao ano.