Início / Versão completa
Principais Notícias

Cai ritmo de melhora da qualidade de vida no Brasil, aponta estudo

Por Redação Juruá em Tempo. 22/11/2016 15:04
Publicidade

No início da crise, quando os números começaram a apontar desaceleração e estagnação econômica, o desenvolvimento humano no Brasil continuou apresentando crescimento contínuo, mas o ritmo de melhora da qualidade de vida diminuiu, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (22) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Fundação João Pinheiro.

Publicidade

Segundo o Radar IDHM, de 2011 a 2014, o índice de desenvolvimento humano cresceu a um ritmo anual de 1%, ante a uma taxa média anual de 1,7% entre 2000 e 2010.

O estudo mostra, entretanto, que apesar da queda do ritmo de melhora, as pessoas continuaram vivendo mais, estudando mais e até ganhando mais.

O subíndice referente à educação cresceu a uma taxa anual de 1,5%, superior à do IDHM, do mesmo modo que o quesito renda, com crescimento anual de 1,1%, enquanto que o subíndice de longevidade evoluiu a uma taxa de 0,6% por ano.

Publicidade

No período analisado, a proporção de pessoas vulneráveis (com renda domiciliar per capita inferior a R$ 255) recuou a uma taxa média anual de 9,3% contra 3,9% no último período intercensitário. Já a proporção de pessoas extremamente pobres (com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70) teve decréscimo médio anual de 14% (contra 6,5% no último período intercensitário).

O Radar IDHM utiliza informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para monitorar tendências desse Índice – e de 60 indicadores socioeconômicos – nos anos intercensitários1.

Educação
Tanto a escolaridade como a frequência escolar cresceram a taxas médias anuais inferiores às observadas de 2000 a 2010. Um dos destaques é a estagnação no percentual de pessoas com 18 anos ou mais e ensino fundamental completo (que somavam 60,1% em 2011 e 61,8% em 2014).

Segundo o estudo, o crescimento pouco expressivo dos indicadores relativos à frequência escolar “alerta para a necessidade de as políticas públicas buscarem reforçar o aumento da frequência escolar, com menor defasagem idade-série, dos jovens e adolescentes de 15 a 17 anos (anos finais do ensino fundamental) e de 18 a 20 anos (ensino médio)”.

IDHM por estados e regiões
Na análise por unidades da federação, o Distrito Federal regista a maior taxa de desenvolvimento humano (0,839), seguido por São Paulo (0,819) e Santa Catarina (0,813). Os menores índices são os de Alagoas (0,667) e do Pará (0,675) e Piauí (0,678).

Todos os estados apresentaram avanços entre 2011 e 2014. As maiores tendências de crescimento foram observadas no Amapá, Amazonas e Piauí. Já os que apresentaram
as menores tendências de avanços foram Roraima, Goiás e Sergipe.

Por regiões metropolitanas, as maiores tendências de aumento foram registradas na Grande Curitiba, no Grande Recife e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

A base de dados completa do Radar IDHM está disponpivel no endereço www.atlasbrasil.org.br

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.