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Dupla é presa por ajudar mulher a matar ex e incendiar corpo da vítima

Por Redação Juruá em Tempo. 08/11/2016 17:03 Atualizado em 09/11/2016 16:12
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Após investigações, a Polícia Civil prendeu, na segunda-feira (7), dois suspeitos de participar da morte de Antônio Souza Araújo, de 35 anos, que teve o corpo incendiado e jogado no km 14 da estrada Transacreana, em Rio Branco, no dia 25 de setembro. A ex-namorada da vítima, de 34 anos, já havia sido presa, no dia 7 de outubro, no bairro Aviário, por suspeita de matá-lo. O término do namoro seria a motivação do crime.

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Marcileide Alvez de Arruda, de 35 anos, e Erivan Santos da Silva foram presos no bairro José Auguto. A dupla teria ajudado a ex da vítima a cometer o crime. Todos devem responder por homicídio, ocultação de cadavér e furto. Segundo a polícia, Araújo terminou o relacionamento no dia 20 de setembro e, no mesmo dia, a mulher fez uma postagem em uma rede social dizendo que estava feliz e determinada.

No dia seguinte, ela foi até um posto de saúde no bairro São Francisco e pegou clonazepam – medicamento que, segundo a polícia, foi usado para dopar a vítima. Com a ajuda de Marcilene e Silva, a ex alugou um apartamento no bairro São Francisco, no dia 22 de setembro, para onde levou dois colchões e um banquinho.

Inventaram um churrasco e a mulher chamou a vítima para o local, pedindo que ele trocasse uma lâmpada.

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“Eles colocaram o remédio na linguiça, tanto que comeram apenas a carne bovina. Após isso a ex deu uma marretada na vítima. Nesta noite, dormiram no local com o corpo enrolado em um lençol, provavelmente em outro cômodo”, relata o delegado Roberth Alencar, coordenador da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP).

O delegado explica que várias pessoas testemunharam acões suspeitas do trio. Um dos vizinhos no apartamento viu eles saindo do local e colocando o corpo no bagageiro. Depois disso, rodaram por vários ramais na cidade até pararem na Transacreana e atearem fogo no corpo da vítima. A ação foi flagrada por câmeras do Ciosp.

“Os colchões foram queimados na Estrada do Amapá, eles deram fim na moto da vítima e não conseguirmos encontrar. Também sumiram com o celular dele e outros pertences pessoais. Na casa da ex, a própria mãe dela falou que ela queimou roupas lá. O apartamento foi limpo por Erivan e apenas uma pequena mancha de sangue ficou no local”, conta o delegado.

A polícia alega que os três possuem problemas psicológicos, Marcileide e a ex namorada da vitima têm depresão. Por isso, a mulher conseguiu os medicamentos no posto de saúde. “É um crime bárbaro e muito triste. O Erivan era totalmente dominado pela ex da vítima, fazia tudo, limpava tudo para ela. Acreditamos que havia algo platônico também entre ela e Marcileide. O inquérito foi concluído e vamos encaminhar à Justiça”, finaliza.

 

Com informações do G1.

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