Início / Versão completa
Principais Notícias

Governo anuncia Plano ABC para baixa emissão de carbono na agricultura

Por Redação Juruá em Tempo. 28/11/2016 14:27 Atualizado em 28/11/2016 14:28
Publicidade

Com o objetivo de responder aos compromissos de redução de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor agropecuário, o governo do Estado, junto a instituições financeiras e outros organismos, anunciou neste sábado, 26, a instituição do Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas (ABC), no Acre. O anúncio foi feito na fazenda do produtor rural Jorge Moura, em Capixaba (76 quilômetros de Rio Branco, na BR-317).

Publicidade

O ato reuniu pequenos, grandes e médios produtores rurais, instituições financeiras, representantes dos órgãos da área de produção e meio ambiente, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), parlamentares e cerca de 40 alunos do curso de agronomia da Universidade Federal do Acre (Ufac).

O plano ABC tem por finalidade a organização e o planejamento de ações a serem realizadas para a adoção das tecnologias de produção sustentáveis.

Visa também a recuperação de áreas degradadas por meio de alternativas tecnológicas que objetivam aumentar a produção animal e minimizar a emissão dos GEE, contribuindo para atenuar os efeitos das mudanças climáticas.

Publicidade

“Esse é um grande programa fruto de um pacto mundial [COP15] que tem por desafio produzir com tecnologia dentro das práticas sustentáveis. Só esta fazenda atende três dos eixos propostos pelo ABC”, conta o secretário de Estado de Agricultura e Pecuária, José Carlos Reis.

Tião Viana falou sobre os projetos que o governo vem executando na produção e indústria, os quais já cumprem as metas propostas pelo plano ABC.

O resultado dessas políticas públicas exibe um novo modelo econômico com base na conservação ambiental.

“O Acre já reduziu em 15% o desmatamento e está aumentando a produção. Até 2020 nossa meta é reduzir até 300 milhões de toneladas de carbono e avançar na redução de até 80% do desmatamento. Queremos assegurar os princípios da sustentabilidade incorporando em toda atividade a tecnologia. Queremos que o campo, que hoje alcança no Acre uma renda anual de R$ 1,5 bilhão, possa atingir até R$ 10 bilhões no futuro”, conta o governador.

O superintendente do Mapa no Acre, Luziel Carvalho, disse que o Estado já possui um potencial produtivo na economia muito promissor, onde a sustentabilidade está à frente, e o plano ABC vem dar ainda mais dinamismo a isso.

“O plano vige no Brasil de 2009 a 2020, e é notório que o Acre já avança nas práticas de sustentabilidade. Agora, o plano inclui mais oportunidades de linhas de crédito para os produtores. O lançamento oficial deve ocorrer em 15 de dezembro”, enfatiza Carvalho.

Dos investimentos ao acesso a linhas de crédito

Para o alcance dos objetivos traçados pelo plano ABC, foram disponibilizados no país recursos da ordem de R$ 197 bilhões, financiados com fontes orçamentárias e por meio de linhas de crédito.

O superintendente do Banco do Brasil no Acre, Paulo Henrique Gomes, destacou que a instituição possui linhas de crédito para os sete eixos do plano.

“Tudo que diz respeito ao agronegócio para nós é fundamental. Nós temos linhas de crédito disponíveis para fomentar todos os eixos do plano ABC e contribuir com o desenvolvimento e crescimento da economia acreana, com foco na sustentabilidade”, disse.

O produtor rural Jorge Moura destacou que sua maior contribuição para o crescimento econômico no Acre é mostrar trabalho em prol do melhor desenvolvimento e produção no agronegócio.

“Aqui sempre recebemos todo o apoio do governo para o desenvolvimento do agronegócio. Assim plantamos cana [1.400 hectares], soja e milho [600 hectares], e temos o nosso forte: o gado. Seguimos a integração lavoura-pecuária, o caminho para o futuro”, diz Moura.

Os sete eixos do plano ABC

O plano ABC é composto por sete programas, seis deles referentes às tecnologias de mitigação, e ainda um último programa com ações de adaptações às mudanças climáticas.

O Acre já avança em vários deles, que são: recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta e sistemas florestais, plantio direto, fixação biológica de nitrogênio, florestas plantadas, tratamento de dejetos animais e adaptação às mudanças climáticas.

O que disseram:

“Ajudamos a elaborar este programa. Vamos fazer a alusão e a transferência tecnológica para o campo. Temos cerca de 45 mil hectares de milho com o ABC e queremos chegar a 120 mil hectares. Vamos tornar o Acre um Estado que produz, coopera e se devolve.” – Representante da Embrapa Idésio Franke.

“Esta é uma conquista para a agricultura acreana e o empreendedorismo, a partir deste programa que envolve mais de 100 bilhões de reais e leva alta tecnologia para o campo.” – Secretário de Desenvolvimento e Indústria Sibá Machado.

“Este plano tem um diferencial que é o aproveitamento das áreas degradadas, e parte do principio de que é possível consorciar a agricultura-pecuária extensiva tradicional com culturas como o milho, a soja, o amendoim e outros.” – Deputado estadual, Daniel Zen.

 

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.