Início / Versão completa
Mais Notícias

MST conhece experiências produtivas do Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 17/11/2016 14:20 Atualizado em 17/11/2016 14:33
Publicidade

O governador Tião Viana recebeu na Casa Civil, na manhã desta quarta-feira, 16, os representantes da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no Brasil (MST), que vieram ao Acre para uma troca de experiência envolvendo os projetos do governo voltados para a agroindustrialização e apresentar as novas experiências do movimento com foco no desenvolvimento da reforma agrária.

Publicidade

A agenda foi acompanhada, ainda, por representantes das secretarias de Desenvolvimento da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), e de Agricultura e Pecuária (Seap), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da cooperativa Acrepeixe.

Tião Viana, forte apoiador do movimento no Brasil desde os tempos em que esteve no Senado, quando chegou a alocar emendas para o MST, apresentou os principais projetos do Acre na agroindustialização – uma linha produtiva feita com respeito ao meio ambiente e desenvolvimento socioeconômico, a partir da implementação do modelo público-privado-comunitário e de mercado, que une governo, empresário, pequeno, médio e grande produtor rural.

“O latifúndio merece uma reflexão profunda. Aqui queremos mostrar e unir respostas econômicas rápidas, a partir desse trabalho feito com maior rentabilidade e com base num modelo inclusivo”, destacou Tião Viana, ao falar do cooperativismo, da suinocultura, da piscicultura e do plantio de frutíferas no estado.

Publicidade

O coordenador nacional do MST, Alexandre Conceição, pontuou que o movimento vive uma nova fase no país, não apenas focado em ocupar a terra, mas em projetos e parcerias com cooperativismo semelhantes aos do Acre, a partir da produção de diversos alimentos, pautados na sustentabilidade e numa nova matriz econômica que beneficia as mais de 400 mil famílias ligadas ao MST.

Segundo ele, a produção deve ser fortemente aliada à qualidade, para que os pequenos produtores entrem de fato no mercado, fortalecendo as cooperativas.

“O Brasil precisa conhecer o Acre e essa experiência de produção e integração. A reforma agrária só tem sentido se vier produzir alimento saudável para abastecer o campo e a cidade. E nisso o Acre tem dado exemplo. É por isso que viemos aqui para observar e aprender como este estado integrou essas políticas de assentamento e produção agrícola para, a partir desses modelos produtivos, aplicarmos em nossos projetos em todo o país”, pontuou.

Parceria e cooperativismo

Atualmente o MST detém oito milhões de hectares de terras e 450 mil famílias assentadas, e já trabalha com um modelo de parceria e cooperativismo semelhante ao do Acre.

“Objetivamos futuramente uma parceria com o Acre para, quem sabe, colocar alguns produtos da reforma agrária na alimentação escolar. Nós produzimos leite, arroz, sucos, farinha, açúcar e outros com alto valor agregado da produção de alimentos saudáveis”, conta o coordenador.

O gestor da Sedens, Sibá Machado, pontuou que é bastante oportuna a troca de experiência entre o MST e o Acre. “É a reforma agrária produzindo com sustentabilidade e baixo custo à sociedade. É motivo de alegria saber que a experiência que está sendo vivida na agroindustrialização acreana também está sendo praticada dentro da reforma agrária”, destacou o gestor.

O superintendente do Incra no Acre, Eduardo Ribeiro, disse que o órgão, junto ao MST, apoiará a disseminação das políticas econômicas do Acre no Brasil.

“Que outros estados possam se espelhar nesse modelo. E nós vamos ajudar a colocá-lo em funcionamento em outras regiões do Brasil, no sentido de levar dignidade e desenvolvimento para as pessoas”, enfatizou.

 

Com informações da Agência de Notícias do Acre.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.