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‘Cortem o salário dos políticos’, dizem estudantes contra a PEC 55

Por Redação Juruá em Tempo. 02/12/2016 19:05 Atualizado em 02/12/2016 19:17
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A manifestação foi realizada nesta sexta-feira em Cruzeiro do Sul contra a PEC 55 e a reforma do ensino médio organizada pelos acadêmicos da UFAC dos cursos de letras e pedagogia. Na avaliação dos universitários, a reforma do ensino médio irá afetar diretamente os cursos de licenciatura, com especial destaque para o espanhol, que pela nova reforma, perdeu a obrigatoriedade.Estudante do 4º período de pedagogia no Campus Floresta da UFAC, Aldeir Souza é um dos mobilizadores dos estudantes:

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“Entendemos que o Brasil realmente precisa cortar gastos. mas que não seja na educação e na saúde. Se o país precisa cortas gastos, e nós entendemos que sim, estes gastos devem ser cortados dos altos salários da classe política, e não da população mais pobre, que são os mais necessitados serviços públicos”, afirma Aldair.

 

Não Pense em Crise, Trabalhe

Ainda que seja consenso de que a educação deva realmente passar por uma reforma, há muitos pontos polêmicos na reforma, mas o principal deles é de que a reforma foi pensada ‘de cima para baixo’, sem a participação efetiva dos educadores na elaboração. Uma percepção comum entre os educadores, é de que a reforma deve fragilizar a capacidade crítica dos estudantes, transformado-os em apenas em ‘peças do sistema’.

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Não Pense em Crise, Trabalhe II

Sobre a PEC 55, o que os órgãos de desinformação pagos pelo governo querem transmitir é de que trata-se de um ‘mal necessário’: ajustes para que o país possa sair da crise. Ainda que praticamente ninguém conteste a necessidade de se diminuírem os gastos do governo,o questionamento é sobre ONDE serão feitos esses ajustes.

As medidas anunciadas pelo governo falam de um congelamento de 20 anos nos investimentos em saúde e educação, ao mesmo tempo em que altos escalões do governo em seus três poderes: judiciário, legislativo e executivo, recebem aumentos antes de todas as outras categorias. Os necessários pactos para garantir a aprovação das medidas impopulares acontecem em meio a jantares caros e luxuosos, uma marca do governo Temer.

Michel Temer: um homem de riquezas e bom gosto

O cardápio contava com salada com molho agridoce, risoto de shitake, filé ao molho madeira, salmão grelhado, legumes ao vapor e pene com tomate seco. Na sobremesa, as opções também eram variadas: frutas, pudim de tapioca e goiabada com queijo.

Para beber, além de água e refrigerante, foram servidos Chadornnay Casa Vadulga e o vinho Norton Cabernet Sauvignon.

Buffets consultados pela reportagem avaliaram que o gasto do governo com o jantar deve ter variado entre R$ 180 e R$ 200 por pessoa. Ou seja, o valor total desembolsado seria entre R$ 50,9 mil e R$ 56,6 mil.

                                                                                                            Revista Exame

Indagada sobre o valor que teria sido desembolsado para a realização do jantar, a assessoria da presidência afirmou não possuir a informação.

Aprovada na primeira votação, a PEC ainda deve passar por mais três sessões de discussão e mais uma votação.

 

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