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No Acre, enfermeiros tentam puxar bebê com a mão e criança acaba morrendo após trabalho de parto “maluco”

Por Redação Juruá em Tempo.15 de julho de 2017Updated:15 de julho de 20173 Minutos de Leitura
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Uma jovem de 18 anos, em trabalho de parto, diz que dois enfermeiros introduziram a mão em sua genitália para puxar o bebê. Em seguida, um deles subiu à mesa e ficou de joelhos sobre o estômago da mulher, imprimindo uma força “bestial” para a criança nascer. E a criança nasceu….morta. A cena ocorreu no último domingo, e foi testemunhada pela mãe da garota, dona Marinês de Lima Leão, que ficou em estado de choque, numa sala do Hospital do Município de Jordão (AC).

“Eu estava do lado. Tentei impedir tudo aquilo, mas a médica mandou eu calar a boca. Eu nunca vi uma coisa dessas. Minha filha estava morrendo e aqueles monstros não paravam. Fecho os olhos para dormir e vejo tudo de novo. Quero justiça”, disse a avó do bebê que foi retirado “à força” e, já sem vida, apresentava hematomas pelo corpo.

Maria Rosângela Lima Leão conta que a decisão de introduzir a mão em sua vagina foi tomada pela médica Milena Sampaio. Os dois enfermeiros foram chamados para ajudar no parto quando a jovem recebia ordens, em voz alta, para fazer força. “Ela (médica) perguntava se eu não era mulher. Eu tinha que fazer força para o bebê sair, mas eu não tinha mais força. Eu estava desmaiando, com medo e com muita vergonha”, disse a jovem, que seria mãe pela primeira vez. Um dos enfermeiros é marido da médica e trabalha no mesmo hospital. “Minha mãe pediu pra parar, mas a médica dizia que se não meter a mão é melhor ter o bebê em casa”, conta Rosângela.

“Ela não dilatava. Ela olhava para mim e eu percebi que ela estava constrangida. Ela não podia nem fechar (as pernas). Aqueles homens com a mão dentro dela seria impossível ter um parto tranquilo. E quando ele subiu em cima dela, eu vi que minha filha não ia resistir”, relata dona Marinês Leão.

Rosângela conta que chegou ao hospital por volta de 13 horas, e estava se sentindo bem. A própria médica, segundo ela, decidiu que o bebê deveria nascer logo. “Eu pedi explicações. A médica disse que eu matei meu bebê”.

“Quando vi que minha filha e meu neto corriam riscos, eu pedi para mandar os dois para Tarauacá. O hospital disse que não tinha como arrumar um avião”.

Acusado.

A família pediu ajuda da reportagem para que o caso chegue ao conhecimento do Ministério Público. Algumas famílias da cidade de Jordão estão solidárias à Rosângela e sua mãe, que decidiram, primeiramente, fazer uma queixa-crime na delegacia de polícia.

A médica não foi localizada. A reportagem também tentou localizar os responsáveis pela unidade de saúde, mas sem sucesso. Com informações Giro Feijó

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