Conhecido nacionalmente como o “Menino do Acre”, o estudante de psicologia, Bruno Borges, prestou depoimento ao delegado de Polícia Civil, Alcino Júnior, para esclarecer o inquérito que apurava seu desaparecimento, na tarde desta última terça-feira (15).
Às autoridades policiais, Bruno afirmou que sumiu por livre decisão e que não houve qualquer ação externa que o tivesse levado tomar tal atitude. O caso foi encerrado e Bruno não deve mais nenhuma satisfação à justiça.
Porém, durante as apurações dos agentes da Polícia Civil, dois amigos de Bruno foram denunciados por terem declarado falso testemunho à justiça. Márcio Gaiote e Marcelo Ferreira, que inicialmente afirmaram não saber nada sobre o sumiço de Bruno, foram desmascarados após um contrato com o nome de Bruno e seus dois amigos ser localizado.
O documento, assinado um dia antes do sumiço de Bruno, repartia os lucros proveniente da venda dos livros que seriam publicados após a projeção do nome de Bruno Borges na mídia nacional com o fato por ele criado.
Um sucesso em vendas, o primeiro volume do livro de Bruno Borges intitulado Teoria da Absorção do Conhecimento – TAC, vendeu apenas pela internet mais de vinte mil unidades, entrando na lista dos mais vendidos no Brasil no período de seu lançamento.
Com a prova, ficou evidenciado que os dois “sócios” de Bruno mentiram para a polícia quando foram inicialmente indagados sobre o seu paradeiro.
De acordo com o artigo 342 do Código Penal, o crime de falso testemunho se caracteriza como a ação de “Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito, tradutor, contador ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial ou em juízo arbitral:” Pena – Reclusão, de 2 a 4 anos, e multa (Pena com a redação dada peça Lei nº 12.850/13).
Ou seja, com o desenrolar do processo, Márcio Gaiote e Marcelo Ferreira, poderão ser penalizados com até quatro anos de prisão. De acordo com o delegado Alcino Junior, o indiciamento já está mantido.
O caso seguirá para a responsabilidade das autoridades judiciárias que analisarão os fatos para a tomada da justa decisão. Com informações do Acreaovivo.

