Realmente não consigo levar com seriedade ‘supremacistas brancos’ brasileiros.
Para os supremacistas do norte, não somos brancos, jamais seremos. Somos latinos, ibéricos, hispano-americanos. Ser mestiço é parte de nossa identidade.
Ainda assim, ouço as vozes de Charlolesville ecoando por aqui. Claro que seremos incapazes de promover algo como uma ‘homogenização da raça’. É infactível. Mas talvez caminhemos para algo como um auto-etnocídio enquanto nação e enquanto possibilidade civilizatória.
Somos um povo tão mestiço, que o simples ‘olhar no espelho’ deveria ser suficiente para afastar o fantasma do nazi-fascismo.
O Brasil só faz sentido enquanto nação, se for capaz de abraçar a diversidade étnico-racial que o compõe. Por isso nada mais contraditório do que uma ‘defesa da civilização brasileira’ que se baseie em uma concepção restrita do que é essa civilização e do que pode significar essa identidade brasileira.
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