Início / Versão completa
Principais Notícias

Quase metade dos presos em flagrante no Acre são liberados na audiência de custódia, diz CNJ

Por Redação Juruá em Tempo. 14/08/2017 14:03
Publicidade

Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que 49,1% dos presos em flagrante no Acre – entre setembro de 2015 e junho de 2017 – foram soltos nas audiências de custódia. O levantamento mostra que o estado acreano realizou 3.115 audiências, nas quais 1.530 pessoas tiveram a liberdade provisória concedida.

Publicidade

Com isso, o Acre é considerado o segundo estado da Região Norte com o maior percentual de liberação de presos em flagrante, ficando atrás apenas do Amapá, que liberou no período 57,9%. No restanto dos casos registrados no Acre – ou seja, 1.585 pessoas – a prisão preventiva foi decretada pela Justiça.

As audiências de custódia são feitas, em média, até 24 horas depois do flagrante. Um juiz avalia a necessidade de manter o preso atrás das grades durante o processo judicial. O mecanismo judiciário começou a ser aplicado no Brasil em fevereiro de 2015. Um dos objetivos é evitar prisões desnecessárias e tentar diminuir o percentual de presos provisórios no país.

Até então, os presos em flagrante eram levados automaticamente para delegacias, para o registro da ocorrência, sendo levados em seguida para as cadeias e centros de detenção provisória, onde aguardavam até meses por uma audiência judicial. O Acre aderiu às audiências em novembro de 2015.

Publicidade

O assunto ganhou repercussão nesta semana após a soltura de alguns presos suspeitos de fazerem parte de facções criminosas envolvidas com a onda de violência vivenciada no Acre, com incêndio de ônibus públicos e escolares, prédios e residências em várias cidades. Na ocasião, o juiz Leandro Leri Gross disse que as pessoas foram soltas por falta de provas concretas.

Em coletiva, na segunda-feira (7), o magistrado ressaltou que as audiências são feitas conforme a lei e que as insatisfações sobre os resultados não podem ser creditadas apenas ao Poder Judiciário.

“Em momentos de crise, a vontade da polícia e da população é que todas as pessoas ficassem presas, mas não podemos fazer isso como magistrados, porque a lei diz até onde podemos prender e quando devemos soltar. Ocupamos uma função perante o Judiciário para cumprir a lei”, falou. Com informações do Portal G1.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.