Rio Branco, Acre, 5 de agosto de 2021

Cão que muito late, não morde! Após ameaças, Rocha volta atrás e afirma que PSDB não indicará vice na chapa da oposição

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O Deputado Federal Major Rocha faz uma coletiva para desmentir suas próprias declarações. Após ter sido desmentido pelo Senador Gladson Cameli, de que o PSDB indicaria o vice na chapa da oposição que disputará o governo, Rocha afirmou na última sexta-feira (15), que “Se quiserem colocar o Alan Rick ou outro qualquer nome o PP fique à vontade, nós estamos fora desta brincadeira. Mas com isso acaba o pacto de que o PSDB não teria um nome para senador”.

Hoje, o Pitbull virou Pinscher, Rocha fez uma coletiva para dizer que o PSDB estará fora da indicação do vice na chapa da oposição ao governo. “Nesses últimos meses tivemos um debate que gerou um grande desgaste. O PSDB já deu sinais que queria formar um bloco para trabalhar um projeto de mudança. Abri mão de uma pré-candidatura ao Senado trabalhada há mais de um ano. Fomos convidados a apresentar um nome, mas o PSDB não participa mais desse debate. É mais um gesto que o PSDB faz no sentido de unir a oposição. Não pressiono e nem me sinto pressionado”, destaca Major Rocha.

Com isso, o PSDB acreano segue a tendência de ‘apequenamento’ já observável no cenário nacional. O partido que colocou-se como bastião da ética na política, teve que ‘desconversar’ depois que viu seu líder maior, Aécio Neves envolvido em escândalos. A própria decisão do PSDB nacional em dar sustentação ao governo indefensável de Michel Temer, pode ter custado a desmoralização do partido.

No cenário estadual, o PSDB volta a se apequenar. Se Rocha ousou em algum momento ensaiar uma ‘terceira via’, essa ousadia cedeu espaço ao ‘mais do mesmo’: a concepção equivocada de ‘união das oposições’. A ideia de que somente uma oposição unidade teria chances contra a FPA tem suas razões de ser. A questão é que a oposição jamais entendeu esta ‘união’, como um projeto político. Mesmo ‘unida’, a oposição continua sem um projeto. Trata-se apenas de ‘tirar o PT do poder’, mas sem nada para substituir o atual modelo. Exemplo do que isso significa já temos no cenário nacional: Ao ‘Fora Dilma, Fora PT’ seguiu-se o maior desmonte do estado brasileiro e da democracia desde 1964. O cenário poderá a vir se repetir no Acre.

Ao prometer a mesma coisa para dois aliados ao mesmo tempo, e depois desmentir, Gladson conseguiu o que queria: desmobilizar uma possível ‘terceira via’ com Rocha à frente. Sabe-se lá que foi prometido para garantir a adesão tucana, mas a chance de não ser cumprida, é grande.

O PSDB, que por vezes se apresentou como uma alternativa entre os polos representados pela PT, de um lado e PMDB, do outro, assume um papel de coadjuvante, num bloco que representa o que existe de mais atrasado na política do estado.

ALEAC

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