O grande sentimento entre as principais lideranças do MDB no Acre, inclusive, no Diretório Regional, é de que o apoio dado pelo partido ao senador Gladson Cameli (PP) como candidato único da oposição ao governo foi perda de tempo. Na semana passada, uma nota do partido rompendo a aliança com Gladson desencadeou uma crise que pode levar à derrocada completa da candidatura do pepista.
Poucas horas depois de divulgada a nota, a direção do MDB já conversava com o coronel Ulisses Araújo. Ulisses seria o nome a ser apoiado, caso aceite que o MDB indique o seu vice.
Emedebistas históricos já consideram Gladson passado. Dizem que, enquanto houve apoio a ele, o partido deixou de fortalecer um nome próprio para a disputa majoritária, já que dispõe de quadros qualificados e há muito tempo não atua como protagonista no cenário político do Acre.
Consideram, principalmente, que a indecisão de Gladson quanto à indicação do vice de sua chapa causou fragilidade na oposição, resultando na promoção de acirradas disputas que trouxeram danos à unidade oposicionista.
Há poucos meses da eleição, o MDB busca agora recuperar o tempo perdido. O objetivo principal é fortalecer a candidatura de Marcio Bittar ao Senado e garantir a indicação do vice, de preferência de uma candidatura majoritária de oposição que não seja a de Gladson Cameli. O partido também quer garantir a reeleição de seus atuais parlamentares federais e estaduais e ampliar o número de suas bancadas e espera conseguir isso ficando longe das crises criadas a partir de Gladson Cameli. Com informações do Página 20.

