Início / Versão completa
Acre

Acre reduz número de homicídios

Por Redação Juruá em Tempo. 11/06/2018 10:25
Publicidade

O número de homicídios no Acre segue apresentando redução, conforme dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública nesta semana. Em 2018, houve redução de 16% no número de mortes no Estado, entre janeiro e junho, enquanto na capital, a redução foi de 38% no mesmo período.

Publicidade

Cumprindo seu dever constitucional na busca de promover a cultura de paz em todo o Estado, o governo tem realizado, através das forças de segurança pública, ações preventivas e repressivas no combate à criminalidade.

Para se ter uma ideia, as forças policiais realizaram nos primeiros 110 dias de 2018, 1.400 (mil e quatrocentas) operações, numa demonstração clara do esforço do governo em frear o avanço do crime.

Porém, o Brasil registrou, em 2016, 62.517 mortes, segundo dados do Atlas da Violência, divulgados recentemente, com base em informações do Ministério da Saúde. No Acre, o número de homicídios representou 0,58% desse total, sendo o segundo Estado com menos assassinatos em 2016, ficando atrás apenas de Roraima, com 204 vítimas.

Publicidade

Os dados, proporcionais a cada 100 mil habitantes, revelam que o Brasil vive um dos momentos mais críticos na segurança pública. Na Região Norte, esse reflexo é sentido principalmente devido à negligência do governo federal em controlar as fronteiras, disputadas por grupos criminosos pelas rotas utilizadas para o narcotráfico.

2016 foi o ano em que a União começou a fazer cortes nos repasses para setores de segurança, como Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Exército Brasileiro, duas instituições responsáveis por fiscalizar as fronteiras e combater o tráfico de drogas.

A PRF teve um corte de 45% em seu orçamento, devido a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela os gastos públicos por 20 anos. Já o Exército viu os índices de sucesso e apreensões caírem durante as operações Ágata, realizada nas fronteiras.

Na sétima edição da Ágata, em 2013, houve o recorde em apreensão de drogas. Foram 25,3 toneladas de maconha apreendidas, mais 657 quilos de cocaína, crack e haxixe. Já na operação de número onze, em 2016, os resultados caíram para 11 toneladas de maconha apreendidas, 123 quilos de cocaína e 122 de outras drogas.

Sem investimento correto, ocorreu a entrada cada vez maior das drogas, aumento do poder das organizações criminosas e com isso a guerra entre elas, causando o aumento no número de homicídios em 2016 e 2017.

Disputa do tráfico

Propulsora da violência no Acre, a guerra entre facções pela disputa de território é realidade em todo o Brasil. Porém, até 2006, as regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte tinham taxas de homicídio similares eu variavam em torno de 25 por 100 mil habitantes. Mas a partir daí, a realidade mudou, e, enquanto a violência no Sudeste começou a cair, se aproximando dos níveis da região Sul do país, passou a aumentar continuamente nas outras três regiões.

O motivo é a mudança das dinâmicas do crime organizado. Grupos criminosos nascidos no Rio de Janeiro e em São Paulo passaram a disputar territórios em outras regiões do país, especialmente as regiões fronteiriças. Com isso, diversas facções criminosas surgiram ou se fortaleceram no Norte e Nordeste, como é o caso do Acre, que possui quase dois mil quilômetros de fronteira.

De 2011 a 2015, o Nordeste foi a região mais violenta do país. Mas, em 2016, o Norte assumiu a liderança, com um aumento de mais de 10% de um ano para outro.

Trabalho integrado

A mudança na dinâmica de policiamento ostensivo e as constantes operações coordenadas pela Segurança Pública, aliadas ao esforço de militares e civis, foram os principais fatores que possibilitaram essa redução.

O secretário de Segurança Pública, Vanderlei Thomas, reforça que a redução é resultado do trabalho integrado das forças de segurança.

“A Segurança Pública tem pautado suas ações de forma integrada, com um esforço concentrado de nossos policiais civis e militares, contando com o apoio especialmente do Exército Brasileiro. Apostando numa visão sistêmica, as operações realizadas em todo Estado têm trazido resultados  satisfatórios, especialmente na redução dos homicídios”, reforça Thomas.

No último ano, o trabalho integrado das forças de segurança resultou na prisão de mais de dez mil pessoas em flagrante e mais de 1.200 armas de fogo apreendidas.  Para se ter uma ideia, a Polícia Civil chegou a prender em apenas uma semana durante a Operação Repatriar, 100 pessoas ligadas ao tráfico de drogas, o que revela que a raiz da violência está nas drogas.

Nos primeiros 110 dias do ano, as polícias Civil (PCAC) e Militar do Acre (PMAC) apreenderam 355 armas de fogo e mais de 430 quilos de entorpecentes. Os batalhões da Polícia Militar realizaram 36.056 mil abordagens, e recuperaram 238 veículos roubados ou furtados. De janeiro deste ano a início de junho, os militares conduziram às delegacias, 1.772 pessoas e apreendeu outros 329 menores infratores.

Já a Polícia Civil deu cumprimento a 1.553 mandados de prisão e de busca e apreensão, entre janeiro e início de junho deste ano e em uma única operação, a Repatriar, apreendeu 48 veículos e bloqueou 43 contas bancárias, um golpe de mais de R$ 2 milhões ao crime organizado o que contribui para reduzir mais ainda os indicadores de violência.

O secretário destaca ainda que o trabalho é contínuo. “Continuaremos trabalhando com dedicação, humildade e afinco. Não baixaremos a guarda e continuaremos a fazer o enfrentamento duro da criminalidade e das organizações criminosas”, pontua.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.