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Gás sobe e preço do botijão pode passar de R$ 100 nas próximas semanas

Por Redação Juruá em Tempo.24 de setembro de 20182 Minutos de Leitura
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O gás de cozinha, que já está com um preço indigesto, deve ficar ainda mais caro. Além dos ajustes promovidos pela Petrobras, o aumento de salário dos trabalhadores das revendas e distribuidoras, cuja a data-base é em setembro, também vai pesar no bolso do consumidor. O valor de um botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) pode ultrapassar os R$ 100, nas próximas semanas.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg-BR), Alexandre José Borjaili, no início deste mês, houve dois aumentos. “A Petrobras anunciou reajuste de 4,5% no GLP industrial e as distribuidoras anteciparam a elevação de custo que terão com o acordo coletivo da categoria e que vai vigorar em outubro”, explicou. Borjaili disse que o impacto no gás de cozinha foi de R$ 2 a R$ 4 para os revendedores.

“A situação está inviável e o mercado informal está crescendo. O residencial vai ter mais um reajuste em 5 de outubro”, destacou. Borjaili também alertou para o risco de racionamento em Minas Gerais, Goiás, Brasília e São Paulo. “A refinaria de Paulínia (SP), que é maior do país, está funcionando parcialmente. Se comprarmos de terceiros, tem custo de mandar buscar e o preço vai disparar e teremos que repassar”, assinalou.

Os botijões, hoje, custam em média entre R$ 90 e R$ 95 e os clientes já reclamam do preço. Para um empresário da capital, mais um aumento vai derrubar as vendas. “A concorrência é grande e os clientes migram para qualquer distribuidora que venda até R$ 1 mais barato. Essa situação contribui para a revenda ilegal”, afirmou.

Juliana Silva, 46, que tem um pequeno restaurante com o pai, considerou os reajustes um absurdo. Segundo ela, foi preciso aumentar em R$ 1 o valor da comida no estabelecimento. e os clientes jaá começaram a reclamar. A família compra dois botijões por mês e paga atualmente R$ 90. “Agora vou precisar colocar tudo no papel para calcular os novos preços. É complicado. Essas manobras sempre nos prejudicam”, reclamou a empresária. Com informações Correio Braziliense.

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