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Cheia do Rio Juruá causa desbarrancamento e ameaça mais de 70 casas

Por Redação Juruá em Tempo.28 de fevereiro de 20192 Minutos de Leitura
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Mais de 70 casas correm riscos de desabar ou foram danificadas com a cheia do Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. No bairro Miritizal, cinco famílias já tiveram que desmontar suas moradias e construir em outros locais devido o desbarrancamento.

O autônomo Charles Oliveira, de 32 anos, já está desmontando a sua casa que está a menos de 5 metros do barranco. Segundo ele, a cada dia fica mais perto do rio e, para evitar o risco para sua família, teve que comprar um terreno em outro local para onde está se mudando.

“A casa da minha sogra já foi levada para outro lugar e a cozinha já está sendo arrastada também. Enquanto o poder público não age, a natureza de forma lenta está agindo e a gente vai dando um jeito para não se levado pelo barranco”, disse Oliveira.

A casa do aposentado José Alves, de 82 anos, já foi mudada de local três vezes. Mas agora o terreno não tem mais espaço para reconstruir. O aposentado está preocupado, pois não tenho outro terreno para construir sua moradia.

“Minha casa ficava a mais de 500 metros da beira do rio, mas o barranco foi levando e eu tive que mudar três vezes. Comprei esse terreno e já está desse jeito e estou preocupado porque não tenho outro local para ir”, afirma Alves.

A cozinha da pescadora Maria das Graças Gomes, de 40 anos, está a menos de 30 metros para desabar. Ela também já mudou a casa várias vezes, mas agora também não tem mais espaço no terreno para construir a casa mais distante do barranco.

“A gente fica sem saída, poque somos pobres e não temos como fazer para arranjar outro canto para morar”, lamenta a moradora.

O coordenador da Defesa Civil, José Lima, disse que o município já fez uma vistoria nas áreas de riscos e tem o controle das casas que precisam ser desocupadas pelos moradores devido ao desbarrancamento.

A prefeitura já tem uma área de terra para essas pessoas lá no Jardim Primavera e nós estamos providenciando mais terrenos para levar essas famílias. No máximo, depois do carnaval estamos definindo a quantidade de pessoas que precisam ser retiradas. Enquanto isso, aquelas famílias que não podem mais ficar em casa, fazemos uma avaliação técnica e vamos levá-las para abrigos ou para aluguel social”, garante Lima.

Por Mazinho Rogério

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