Início / Versão completa
Acre

Sem Samu, idosa é levada em pau-de-arara até UTI aérea e morre dias depois em hospital no Acre

Por Redação Juruá em Tempo. 19/02/2019 10:37
Publicidade

Há 14 dias, a família da idosa Francisca Oliveira, de 76 anos, tenta se conformar com a morte dela. O caso se torna ainda mais grave porque a família acredita que houve negligência no atendimento à idosa que morreu vítima de um infarto.

Publicidade

A denúncia é comprovada por um vídeo que mostra Francisca sendo transportada do Hospital Dr. Sansão Gomes, em Tarauacá, no interior do Acre, até o aeroporto da cidade, de onde seria transferida para a capital Rio Branco em um pau-de-arara. Isso porque, segundo a família, não havia ambulância para levar a paciente até a UTI aérea.

A mulher morreu vítima de infarto no dia 5 de fevereiro quando estava já na capital. A família da idosa acredita que o óbito ocorreu por causa do transporte inadequado que teria piorado o quadro da de Francisca que sofreu um infarto.

A família disse que vai denunciar o caso. “Os médicos vieram para levar a mãe e quando chegaram no hospital, estava aquele carro lá. O sol estava muito quente e o estado que ela tava, na carroceria do carro, o trajeto longo e a cidade toda esburacada, o carro balançava de um lado para o outro e meus irmãos e os médicos seguravam para ela não cair”, conta Maria das Dores, filha da paciente.

Publicidade

A prefeita do município, Marilete Vitorino, disse ao G1 que não tinha conhecimento da situação e soube da morte da idosa, ajudou no traslado do corpo de volta para o município, mas não sabia o que tinha acontecido. “Não tinha tido informações da forma como eles tinham ido”, disse.

Sem ambulância

A diretora do hospital, Rosane Maia, informou que durante um período de, pelo menos, cinco meses a unidade não tinha ambulância para transportar os pacientes.

“A nossa unidade aqui de Tarauacá não estava tendo unidade do Samu desde a gestão anterior. Acredito que nós passamos mais de cinco meses sem Samu e o transporte desses pacientes eram feitos no carro de apoio que nós temos ou quando a gente conseguia ajuda do diretor do Hospital geral de Feijó”, conta.

A gestora disse que, após pedido, agora têm uma viatura provisória. Já a família de Francisca Oliveira afirma que o caso será denunciado.

“Nós vamos denunciar para que isso não volte a acontecer. Todas as vezes que a gente vai ao hospital a ambulância não está”, diz Maria das Dores.

Com informações do Portal G1 Acre.
Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.