Close Menu
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
Últimas
  • “Não vamos ter problema”, afirma Bocalom ao defender candidatura de Gladson ao Senado
  • Mailza diz que avanço dos PCCRs no Acre depende da situação financeira do Estado: “compromisso do governo”
  • Fies 2026 abre 325 vagas para estudantes do Acre
  • Acre tem novas regras para liberação de recursos do Fundo Amazônia
  • Ieptec convoca bolsistas docentes para atuação em Cruzeiro do Sul, Porto Acre e Rio Branco
  • Aleac deve manter ritmo de trabalho mesmo em ano eleitoral, diz Luiz Gonzaga
  • IDAF inicia força-tarefa no Vale do Juruá para conter avanço da monilíase
  • Empreendedores do ramo alimentício participam de capacitação sobre boas práticas para o Carnaval em Cruzeiro do Sul
  • Homem é encontrado morto em comunidade rural de Cruzeiro do Sul e polícia aponta morte natural
  • Haddad diz que não pediu para retornar à Fazenda em possível novo mandato de Lula
Facebook X (Twitter) Instagram
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
terça-feira, fevereiro 3
  • Inicio
  • Últimas Notícias
  • Acre
  • Polícia
  • Política
  • Esporte
  • Cotidiano
  • Geral
  • Brasil
O Juruá Em TempoO Juruá Em Tempo
Home»Acre

Quase 13 anos após doar rim ao filho, mãe diz que faria tudo de novo: ‘ligação ainda mais intensa’

Por Redação Juruá em Tempo.12 de maio de 2019Updated:13 de maio de 20194 Minutos de Leitura
Compartilhar
Facebook Twitter WhatsApp LinkedIn Email

Uma história de superação e amor, é como a dona de casa Gleide Melo, de 44 anos, resume o que viveu com o filho Agleilson de Freitas, quando ele tinha apenas 12 anos. Freitas foi diagnosticado com insuficiência renal, precisou de um transplante de rim e a mãe foi a doadora.

Recordar tudo o que passou há quase 13 anos com o filho, que é surdo-mudo, ainda traz dor, mas também é motivo de agradecimento e emoção. A dona de casa lembra que o drama começou em 2006, quando o então adolescente começou a ter febre constante e inchaço no corpo.

Moradores da cidade de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, assim que tiveram o diagnóstico da doença eles precisaram viajar para a capital, Rio Branco, para iniciar o tratamento. Além de precisar se mudar de cidade com a mãe, o menino teve que passar por uma rotina de hemodiálise.

Depois de mais de um ano sem sucesso no tratamento, o transplante foi a única saída encontrada pelos médicos. Assim que recebeu a notícia, Gleide não pensou duas vezes e foi a primeira a se candidatar a fazer os exames para saber se era compatível e nem teve medo das consequências.

“Quando o doutor falou que ele tinha que fazer o transplante, eu me apavorei e logo disse: ‘vou doar meu rim’. Já comecei a fazer meus exames e deu positivo para compatibilidade. Meu medo não era morrer, era de acontecer alguma coisa com ele, só queria salvá-lo, porque meu filho tinha tanta vontade de viver”, contou a mãe.

Recomendação ao médico

A dona de casa ainda lembra do olhar de esperança do filho quando os dois entraram na sala de cirurgia. Naquele momento, ela resolveu fazer uma recomendação ao médico, que se fosse para escolher entre ela e o menino, que o médico salvasse seu filho.

“Falei para o médico que se acontecesse alguma complicação durante o procedimento e tivesse que salvar um de nós dois, que salvasse meu filho, porque eu já tinha vivido mais que ele. Lembro bem quando eu disse: ‘salve ele’. Foi o que eu mais pedi”, relembra.

A cirurgia, realizada no dia 12 de setembro de 2006, foi considerada um sucesso. Segundo a mãe, o rim devolveu um padrão normal de vida ao filho. Freitas, hoje com 25 anos, só precisa ir para Rio Branco a cada três meses para fazer exames de rotina.

“Mudou tudo na vida dele, ele voltou a ir para escola, saiu daquelas máquinas, que são horríveis, ainda mais para uma criança. Nosso amor já era grande, e hoje nós temos uma ligação ainda mais intensa depois de tudo que passamos. O Agleilson conseguiu se formar em pedagogia, na quinta-feira [9] e tem uma saúde ótima”, afirmou.

Quase 13 anos após o transplante, jovem se formou em pedagogia e vive uma vida normal — Foto: Arquivo pessoal
Quase 13 anos após o transplante, jovem se formou em pedagogia e vive uma vida normal — Foto: Arquivo pessoal

Primeiro transplante do Acre

O transplante de Freitas foi o primeiro feito no Acre. A mãe conta que quando recebeu a notícia de que o filho teria que passar pela cirurgia, os médicos ainda cogitaram mandá-lo para São Paulo (SP), mas ela aceitou que o procedimento fosse feito no estado.

“Foi na época em que ia inaugurar a sala de transplante aqui no estado, aí os médicos perguntaram se eu tinha coragem de doar meu rim em Rio Branco, eu disse que tinha. Todo mundo da família e amigos diziam que não era para eu fazer isso, porque era o primeiro e eu dizia: ‘o Deus de lá é o mesmo Deus daqui’. Eu queria era resolver logo”, disse a mãe.

Conforme dados da Central de Transplante do estado, desde 2016 foram feitos cerca de 260 procedimentos no Acre. Dos transplantes, foram 92 de rins, 44 de fígado e outros 124 de córnea.

Por Iryá Rodrigues
Por:
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Sobre

  • Diretora: Midiã de Sá Martins
  • Editor Chefe: Uilian Richard Silva Oliveira

Contato

  • [email protected]

Categorias

  • Polícia
© 2026 Jurua em Tempo. Designed by TupaHost.
Facebook X (Twitter) Pinterest Vimeo WhatsApp TikTok Instagram

Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc cancelar.