No Acre, um projeto de jiu-jitsu que já beneficiou 600 pessoas e que atualmente atende 30 alunos, possui um adepto ao esporte dedicado, concentrado e atento a todas as instruções passadas pelos professores. André Santos, 19 anos, tem Síndrome de Down, mas para ele não existem barreiras que o impeçam de ser um atleta e praticar a arte suave.
O jovem treina quatro vezes por semana na escola Glória Perez, em Rio Branco, capital do Acre, e a dedicação, disciplina e amor ao jiu-jitsu se destacam entre os praticantes, servindo de exemplo para os colegas de tatame.
– Eu sou um aluno obediente ao professor. Os alunos são legais comigo. Às vezes faço as minhas paradinhas, pego meu violão e aí canto – destaca o jovem.
Gislene Camil, mãe de André, conta que o interesse em praticar o esporte surgiu do próprio filho. Ela acompanha de perto os treinos e evolução do filho no esporte.
– Muito bom porque o jiu-jitsu é um esporte pelo que ele se interessou. Quando ele soube que ia ter aqui na escola, ele mesmo deu o nome dele e disse que queria fazer. Aí fiquei feliz porque ele está participando e está gostando – comenta a mãe.
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De acordo com o professor, Joamerson Andrade, o jovem é um dos alunos mais aplicados do projeto, pois dificilmente falta as aulas e é uma pessoa com enorme vontade de aprender.
– Ele é contagiante, contagia os alunos. A presença dele é muito animadora. Ele está sempre animando, sempre cantando, sempre sorrindo. Ter o André como um dos meus alunos é uma sorte minha, uma sorte do projeto porque isso contagia os alunos – afirma.
Colaboração Tálita Sabrina, Rede Amazônica Acre – Globoesporte

