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Alô, Marilete! em escolas rurais de Tarauacá faltam papel, lápis e as crianças só comem quando levam farofa de alho

Por Redação Juruá em Tempo.16 de julho de 20193 Minutos de Leitura
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Se qualquer Instituto de pesquisa e avaliação resolver fazer um levantamento sobre a satisfação popular dos prefeitos acreanos, certamente a gestão da prefeita de Tarauacá, Marilete Vitorino (PSD), ficaria entre as piores. Nas redes sociais é rotina as lamentações de internautas, manifestando insatisfação com a situação em que a cidade chegou. Na semana passada, uma grave denúncia comoveu não só os tarauacaenses, mas todos que visualizaram as fotos de crianças sentadas no chão e comendo uma farofa de alho com alguns pedaços de peixe frito, por falta de merenda escolar na escola.

A escola municipal rural Arati fica localizada no baixo Rio Tarauacá, a uma distância de aproximadamente 06 horas da sede do município. As imagens viralizaram e motivaram diversas manifestações, tanto de sindicalistas do SINTEAC quanto de populares, que se diziam indignados com a negligência da prefeitura. Imediatamente a secretaria soltou uma nota, afirmando que aquele seria um caso isolado e que já estaria sendo solucionado, o que foi desmentindo na tarde desta segunda-feira (15).

Um professor da comunidade localizado pelo acjornal alertou as autoridades. Segundo a nova denúncia não falta só merenda, mas material didático para aplicar a aula das crianças. “Continuam comendo somente quando trazem de casa e ainda paramos as aulas para preparar o alimento deles”, lamenta a professora.

A professora diz que teve que deslocar até a cidade para fazer denúncias da situação. “Vim pedir que façam alguma coisa, pois não tem sequer lápis, caderno para garantir as condições mínimas de aula”, relatou. Em uma postagem sobre o problema, o ex vice prefeito Chagas Batista reitera os fatos levantados pela professora e acrescenta que está faltando merenda em quase todas as escolas rurais. Ele afirma que a prefeitura só comprou merenda suficiente para 15 dias, sendo que as aulas iniciaram dia 20 de maio.

Veja nota publicada na página do Facebook de Chagas Batista

A MERENDA NÃO CHEGOU!
QUEM TÊM FOME TÊM PRESSA!

Não gostaria de continuar com esse₩ assunto. Mas essa escandalosa história das crianças contendo jacuba nas escolas rurais é mais grave do que imaginávamos.

Ontem encontrei uma professora da zona rural. Ela me fez um relato de cortar coração. Este nao, nenhuma remessa de merenda apareceu na escola dela.

Segundo, a professora, ela veio a cidade comprar alguns lápis, papéis e cola com seu próprio salário para não paralisar as aulas.

Eeste ano na escola dela, não apareceu material escolar e nem merenda. As crianças comem quando trazem de casa. Contudo, ainda são obrigados estudar aos sábados.

Quando as crianças trazem uma farinha e um pedaço de carne, o professor pára seu trabalho para preparar. Quem não leva fica sem comer.

Contrariado, volto aqui para chamar atenção das autoridades de Tarauacá. Está acontecendo um grave crime contra a infância e a adolescência do nosso município

Cadê o dinheiro da merenda?
Cadê o dinheiro do material escolar?
Providências imediatas, questionou Batista.

Desde que os fatos ganharam a opinião da sociedade, nem o Ministério Público, tão pouco o Conselho Tutelar de Tarauacá, se posicionaram sobre possíveis ações que levem à uma apuração dessas graves denúncias.

Vale ressaltar que a educação tem verba carimbada, oriunda de repasses federais do Fundo Nacional de Educação e portanto cabe uma rigorosa apuração por qual motivo de tamanha negligência da gestão Municipal.

Até o fechamento da matéria, ninguém da Secretaria de Educação foi encontrado para falar do assunto.

Por ACJornal.

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