A falta de acessibilidade à quadra da Escola Francisco Salgado Filho, em Rio Branco, faz com que o autônomo Ruymar Batista tenha que enfrentar o perigo e descer uma escada de pelo menos 10 metros com a filha, Camile Gabriele Nogueira, de 8 anos, para que ela possa participar das festividades na instituição.
A assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Educação (SEE) informou que a equipe de gestão, juntamente com um dos engenheiros da SEE, estive na escola, no último dia 10, e esclareceu que a partir desta semana seria dado início a obra de reforma da rampa de acesso à entrada da escola e, em seguida, será construído o acesso à quadra de esportes.
Em uma das últimas atividades realizadas na quadra da escola, para comemorar o Dia das Crianças, o pai compartilhou um vídeo no qual ele aparece descendo os degraus com a filha, que tem paralisia cerebral. Nas imagens, ainda sem perceber o risco que corre, a menina sorri e se diverte.
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“Lá só tem uma escada que está totalmente deteriorada e foi a escola mesmo quem fez. Se tiver alguma atividade na escola, que seja na quadra, minha filha não pode participar”, contou o pai.
Em 2018, a estudante Camile emocionou pais e alunos ao dançar quadrilha junina em uma cadeira de rodas com os colegas de turma. Já em 2019, ela precisa descer um lance de escadas sob risco de cair.
A menina estuda há quase dois anos na escola e, segundo Batista, toda vez que tem evento na quadra é o mesmo sacrifício.
“Se eu quiser que ela participe, tenho que levar”, lamenta.
O pai falou ainda que não pensa em mudar Camile de escola porque esta é próxima à casa onde mora e é mais fácil para deixar e buscar a filha.
Batista disse que a escada tem 10 metros e já conversou com a direção da escola e que vários pedidos foram feitos à Secretaria de Educação. Além disso, ele reclama que precisa parar o carro praticamente no meio da rua por falta de estacionamento.
“A escola não tem recurso para construir uma rampa. A coordenação já reclamou com a secretaria, mas, eles não se manifestam. O ano já está acabando e minha filha fica excluída, quando têm as atividades lá é uma dificuldade”, desabafou.
Por Alcinete Gadelha e Aline Nascimento, G1 AC — Rio Branco.

