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Coronavírus é caso de saúde pública, mas não é necessário pânico

Por Redação Juruá em Tempo.10 de março de 20202 Minutos de Leitura
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Não adianta jogar a culpa nos presidentes Jair Bolsonaro (sem partido) e Donald Trump, as duas figuras mais detestadas pela imprensa brasileira (e mundial, nos lugares em que o presidente brasileiro é conhecido), por terem pedido, ambos, que o mundo baixasse um pouco a bola nessa questão do coronavírus. As declarações dos dois, como de hábito, foram recebidas com a indignação de sempre e como mais um escândalo estrelado pela dupla. Como eles podem fazer afirmações tão irresponsáveis assim? Estão querendo que mais gente seja infectada pelo vírus chinês? Estão querendo que mais gente morra? Estão querendo negar a maior catástrofe de saúde da história da humanidade? E por aí vamos.

Não adianta jogar a culpa em Bolsonaro e Trump porque nenhum dos dois pode ter nada a ver com isso. O fato é que há as mais sérias dúvidas, entre muitos dos mais respeitados cientistas e centros de pesquisa médica do planeta, sobre a real natureza da epidemia. Não seria o caso de ouvir um pouco, só ouvir, o que eles têm a dizer? Ou jornalistas que não sabem a diferença entre uma pastilha Valda e um Melhoral, mas escrevem manchetes sobre a epidemia, se transformaram, subitamente, em autoridades científicas irrefutáveis?

O fato é que, até agora, o que não se entende sobre o coronavírus é muito mais do que aquilo que realmente se entende. Sim, a mídia mundial, ministros e saúde, médicos de renome e muitos outros asseguram que há mais de “100 mil” casos “confirmados” em quase “100” países, e mais de “3,5 mil” mortes de pessoas infectadas pelo vírus. É mesmo? Tudo isso, em geral, é puro chute, somas que se repetem, números duvidosos, informações sem confirmação e por aí afora. As pessoas, de fato, pegam o coronavírus. Mas quantas, exatamente, morrem por causa dele — ou por causa de outras doenças já existentes em seus organismos, como acontece com milhões de seres humanos, todo santo dia? O que dizem as autópsias de cada um dos mais de “100 mil” mortos?

Não há dúvida de que o mundo está diante de um problema de saúde pública. Mas não se sabe exatamente o seu significado — e se as reações de pânico, de governos e entidades responsáveis, no mundo todo são realmente justificadas.

Por J.R. Guzzo, do Metrópoles.
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