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Escola cívico-militar de Cruzeiro do Sul recebe a visita do vice-governador do Acre

Por Redação Juruá em Tempo.9 de março de 20203 Minutos de Leitura
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Com uma vasta agenda no município de Cruzeiro do Sul, que teve início na manhã da última sexta-feira, 6, o vice-governador, Major Rocha, acompanhado da deputada federal Mara Rocha e do deputado estadual Luiz Gonzaga, aproveitou a estadia para visitar e conhecer a primeira escola cívico-militar do Juruá, Madre Adelgundes Becker.

“É um sonho sendo realizado e sem dúvida um grande avanço para o município, que só está sendo possível graças ao governador do Estado, Gladson Cameli, por meio da Secretaria Estadual de Educação, com o secretário Mauro Sérgio. Cada vez mais, escolas militares tornam-se referência, principalmente por valorizar a disciplina e a hierarquia, sendo um espaço que preza pela qualidade do ensino, proporcionando aos alunos todas as condições de se tornarem cidadãos conscientes de seu papel na sociedade”, destacou Major Rocha.

Durante a visita, os alunos, equipes de gestão civil e militar e um grupo de professores foram apresentados e, em forma, cantaram o Hino Nacional. Para a comunidade é uma mudança extremamente positiva, como retrata a dona de casa, Maria de Fátima, 59 anos, moradora do bairro Miritizal, que tem um filho de 18 anos, estudando na escola antes do modelo cívico-militar, cursando atualmente o 3º ano do ensino médio.

“A felicidade é grande e a diferença também. Minhas expectativas são as melhores. Agradeço ao governador Gladson Cameli, à Polícia Militar e a todos que idealizaram e apoiaram essa ideia. Principalmente à dona Ruth Bernardino, ela é um anjo, e foi a melhor coisa estar como coordenadora em nosso município, representando a Secretaria de Educação”, exaltou dona Fátima.

A deputada federal Mara Rocha comentou que a escola é como uma sementeira, toda a equipe são os semeadores e os alunos as sementes que produzirão fartos frutos. “A criação dos colégios militares no estado do Acre era um sonho antigo do Major Rocha, na época, deputado federal. Antes mesmo do governo Bolsonaro, com uma emenda parlamentar, semeou a primeira semente para a criação das escolas militares em nosso estado”, salientou a deputada.

O comandante da Polícia Militar, major Evandro Bezerra, em sua fala citou Aristóteles, para falar de como construir o hábito da excelência. “Nós somos aquilo que repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito. E a reflexão sobre a importância da auto-observação e o autoconhecimento é o início do processo de mudança de nossas atitudes. Pode não ser muito fácil no início e pode dar trabalho sim, mas nenhum grande sonho foi concretizado a partir de atitudes medianas”, explicou major Evandro.

Como funciona o modelo nacionalmente

O modelo das escolas cívico-militares abrange áreas didático-pedagógicas, com atividades que pretendem melhorar o processo de ensino-aprendizagem, mas preservando as atribuições exclusivas dos docentes. Todas as atribuições dos profissionais da educação previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) serão preservadas.

As escolas contempladas podem contar com militares da reserva das Forças Armadas para trabalhar nas unidades, em uma parceria entre MEC e Ministério da Defesa. A duração mínima do serviço é de dois anos, prorrogável por até 10 anos.

Há ainda a opção dos estados destinarem policiais e bombeiros militares da reserva para apoiar na administração das escolas. Nesse caso, o MEC repassa a verba ao governo estadual, que, em contrapartida, investirá na infraestrutura, com materiais escolares e pequenas reformas.

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