Associação quer volta da PM em presídios do AC após afastamento de policiais penais por conta da Covid-19
A Associação dos Policiais Penais do Acre está preocupada com a baixa no efetivo, após a confirmação de seis casos de servidores infectados com Covid-19. Outros 19 policiais, que estão com suspeita de contaminação por coronavírus, foram afastados e aguardam o resultado dos exames.
Para manter o trabalho nas unidades prisionais do estado, o presidente da associação, Éden Azevedo, pede a volta dos policiais militares que reforçavam a segurança nas muralhas dos presídios. Segundo ele, ao menos 150 policias militares deixaram os presídios.
O G1 tentou contato com o diretor do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen-AC), Arlenilson Cunha, para saber se existe possibilidade do retorno dos policiais militares, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta.
Os militares tinham sido convocados para reforçar a segurança nos presídios durante uma onda de ataques e conflitos entre facções criminosas no Acre, em outubro de 2016.
Porém, com aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), em dezembro do ano passado, a direção e segurança dos presídios passaram a ser exclusivamente da Polícia Penal, que antes eram os agentes penitenciários.
Ao todo, são 1.170 policiais penais em todo o estado. Antes mesmo da questão do afastamento de policiais penais por conta da Covid-19, a associação já falava que esse efetivo não era suficiente para trabalhar nas unidades.
“A gente protocolou um ofício junto ao Iapen e secretário de Segurança Pública para que tomem algumas medidas emergenciais. Uma delas é que os policiais militares voltem a ocupar as muralhas e os policiais penais fiquem nos prédios, isso porque o efetivo é muito baixo. Além disso, falamos com relação a demora para se fazer esse exame, que acaba que muitos policiais estão ficando afastados”, disse o presidente.
No documento, a associação fala que tem observado ausência de equipamentos de proteção individual básicos para o enfrentamento da pandemia, colocando em risco a vida dos servidores. E questiona se foram comprados EPIs em quantidade suficiente e se houve contratação de empresa para fazer limpeza e desinfecção das unidades prisionais.