Início / Versão completa
Mais Notícias

Daniel Zen apoia adiamento do Enem: “Imperativo de justiça social”

Por Redação Juruá em Tempo. 22/05/2020 16:00
Publicidade

O deputado estadual Daniel Zen (PT-AC) celebra o adiamento da aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), anunciado pelo Ministério da Educação, como uma conquista da sociedade. O parlamentar é presidente da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale) e esteve reunido com o Ministro da Educação, Abraham Weintraub nesta semana, debatendo sobre o adiamento.

Publicidade

“Apesar da difusão das ferramentas e tecnologias de Educação à Distância (EaD), milhões de alunos do Ensino Médio das redes públicas estaduais e municipais de Educação Básica não têm acesso à internet ou sequer possuem computadores ou smartphones para acessá-la. Nesse sentido, tais alunos estarão em extrema desvantagem em relação aos demais, em razão da suspensão das aulas, medida esta essencial para o combate e enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Sendo assim, o adiamento do Enem é um verdadeiro imperativo de justiça social”, afirmou Zen.

Na reunião, foi apresentado ao ministro alguns dados que demonstravam a importância da decisão. Por conta da paralisação das escolas devido à pandemia da covid-19, diversos alunos seriam prejudicados, principalmente os de baixa renda, uma vez que 58% dos domicílios no Brasil não têm acesso a computadores e 33% não dispõem de internet, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). De acordo com dados do jornal O Globo, apenas 57% dos cerca de 7,4 milhões de estudantes do ensino médio estão tendo acesso a algum tipo de aula online.

O parlamentar acreano acrescenta ainda que, “mesmo dentre aqueles que têm algum tipo de acesso à internet, na maioria das vezes o sinal não e bom ou o pacote de dados não é grande o suficiente para fazer download ou assistir à video-aulas em streaming. Isso demonstra que não basta ter acesso a internet: ela tem de ser de qualidade e sem limitação de quantidade de dados.”

Publicidade

Além da Unale, diversas entidades se manifestaram contrárias ao calendário do Ministério da Educação, entre elas, a UNE (União Nacional dos Estudantes, Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e a UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), que consideram que manter a data do exame para novembro agrava desigualdade entre candidatos. Além disso, o Senado aprovou na terça-feira, 19, a suspensão das provas do Enem em razão do estado de calamidade pública.

Participaram da reunião com o Ministério da Educação a presidente da Unale, deputada Ivana Bastos (PSD-BA); a secretária da Unale na Bahia, deputada Fabiola Mansur (PSB) e o deputado federal Ronaldo Santini (PTB-RS).

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.