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Editorial: Durante pandemia, MDB se omite e aproveita ‘vácuo’ para fazer políticagem

Por Redação Juruá em Tempo.6 de maio de 2020Updated:6 de maio de 20203 Minutos de Leitura
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Boa parte dos parlamentares municipais, estaduais, e federais, além dos caciques do MDB acreano têm sido maus exemplos durante a crise gerada pela pandemia do Covid-19.

Em Cruzeiro do Sul, o vereador Ronaldo da Farmácia, por exemplo, recém filiado ao partido de Vagner Sales, foi visto e filmado praticando atividade física sem máscara na avenida Mâncio Lima, desrespeitando o decreto governamental e descumprindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, a má atuação dos emedebistas vai muito além de eventuais deslizes. O maior problema tem sido a omissão do partido como um todo no Acre.

Em Brasília, a outrora tão festejada deputada federal Jessica Sales, desapareceu, e não tem se movimentado para, por exemplo, ajudar governo do Acre e prefeituras acreanas durante a grave crise sanitária. Ainda assim, teve tempo de enviar recursos da ordem de 1,4 milhões de reais que para ajudar a saúde no estado de São Paulo. Lembrando que São Paulo possui 70 deputados federais, enquanto Jessica Sales compõe a diminuta bancada acreana de apenas oito parlamentares.

A pouca preocupação dos emedebistas reflete uma posição do próprio partido que está aos poucos desembarcando do governo de Gladson Cameli. No Juruá, a intransigência do cacique Vagner Sales em insistir na candidatura do filho Fagner à prefeitura de Cruzeiro do Sul, e da filha Jéssica ao senado, acelerou a deterioração das relações com o governo de Gladson, resultando na exoneração de nomes ligados à Vagner no Juruá. Entre elas, do irmão Marcos Sales que estava à frente da gerência regional do Deracre, sub-secretaria com um dos maiores orçamentos da região.

A orientação de Gladson aos seus aliados foi de que a política eleitoral-partidária da sucessão municipal fosse deixada de lado para que todos esforços e atenções sejam concentrados no enfrentamento à pandemia. Com o aparente ‘vácuo’, o MDB aproveitou para fazer política do jeito que é acostumado: críticas infundadas e sabotagem às alianças do grupo do governo, com vistas às eleições municipais.

Em Rio Branco, o Deputado Roberto Duarte, pré-candidato do MDB a prefeito da capital, tem protagonizado críticas aleatórias ao passo que seu gabinete não efetuou sequer uma simples doação de cesta básica as famílias acreanas. Mesma linha de atuação da deputada Antônia Sales, mãe do já mencionado Fagner. Os dois poderiam aprender com a própria oposição, que tem procurado apoiar e complementar as medidas do governo no combate à pandemia.

A estratégia do MDB pode ser um tiro pela culatra. Ainda não existem pesquisas de opinião que possam atestar o aumento de popularidade de Gladson, mas as interações nas redes sociais têm sido cada vez mais positivas, como resultado do apoio popular às medidas de isolamento. Do mesmo modo, o prefeito Ilderlei Cordeiro (PP) tem recebido respaldo popular para as ações implementadas e o termômetro indica que seu apoio popular cresceu durante a crise.

Quando levados em consideração os líderes ao redor do mundo, apesar das polêmicas medidas de isolamento, é consensual que tais medidas acabam recebendo apoio popular e que os líderes que as implementam crescem em popularidade.

Se seguir na mesma linha, o MDB poderá pagar um preço caro nas eleições por escolher fazer política do jeito que sempre fez, durante uma situação de anormalidade.

 

 

 

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