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Menos de 30% das crianças e gestantes tomaram vacina contra a gripe no Acre, diz Saúde

Por Redação Juruá em Tempo. 27/05/2020 12:20
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Quase 70 mil crianças com mais de 6 meses e menos de 6 anos ainda não tomaram a vacina da gripe no Acre, segundo dados da Secretaria estadual de Saúde (Sesacre). Grávidas também estão com índices de cobertura vacinal bem abaixo da meta.

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Até esta terça-feira (26), foram vacinadas 18.151 crianças, sendo que a meta é imunizar 87.825, o que representa uma cobertura de apenas 20,67%.

Com relação às gestantes, das 11.835 grávidas esperadas, somente 11.835 foram vacinadas, uma cobertura de 25,47%. Já as puérperas -mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias – a meta é vacinar 1.943, mas foram vacinadas apenas 600, ou seja, 30,88% delas.

A terceira e última etapa da campanha da vacinação contra a gripe começou no dia 11 de maio e vai até 5 de junho. A meta é chegar a 90% do público-alvo. O período será dividido em dois, com grupos prioritários diferentes:

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  • 11 a 17 de maio: prioridade para pessoas com deficiência, crianças com mais de 6 meses e menos de 6 anos, gestantes, mães com até 45 dias após o parto (puérperas).
  • 18 de maio a 5 de junho: professores das escolas públicas e privadas e adultos de 55 a 59 anos.

A campanha foi antecipada devido à pandemia do novo coronavírus. Neste ano, a vacinação contra a gripe desempenha um papel extra: ajuda a proteger contra a Influenza, que tem sintomas muito parecidos com os da Covid-19. Um paciente protegido evita a sobrecarga e a confusão nos sistemas de saúde.

O Acre registrou, em 24 horas, 280 casos novos de Covid-19. O número saltou de 4.501 para 4.781, segundo o boletim desta terça-feira (26) divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre). O número de mortes também registrou aumento. Agora, com mais oito mortes, as vítimas fatais da doença já somam 105.

Nesta última fase, as doses estão disponíveis para 21.159 adultos de 55 a 59 anos de idade, sendo que somente 7.918 foram vacinados. Além de 9.229 vacinas para professores de escolas públicas e privadas, sendo que foram imunizados apenas 1.491, uma cobertura de 16,16%.

Ainda assim, quem faz parte de outros grupos e ainda não procurou uma unidade de saúde para ser imunizado, pode comparecer aos postos até o final da campanha, que se encerrará no dia 5 de junho.

Situação preocupante

A gerente do Núcleo Programa Estadual de Imunização (PIN), Renata Quiles, avalia como “preocupante” os dados da cobertura vacinal no estado. Segundo ela, como nos primeiros dias de campanha a procura pela vacina foi grande, a Saúde esperou que os resultados fossem mais otimistas.

“Na primeira fase, os dois primeiros grupos nós alcançamos que foram os idosos e trabalhadores da Saúde. Já, a partir da segunda fase tivemos cobertura muita baixa. Os municípios utilizaram de várias estratégias para facilitar o acesso da população, com drive thru, vacinação em barreiras sanitárias, nas empresas, horário diferenciado nas unidades de saúde, mas ainda assim a procura é muito baixa”, disse a gerente.

Renata afirmou que, no caso da terceira fase da campanha, o grupo das crianças é o que causa maior preocupação, apesar de estar menos exposto, por estar em casa.

“É um grupo que nos preocupa, além das gestantes, porque são públicos que estão rejeitando a vacina, não por não achar que ela não é importante, mas por medo de buscar uma unidade de saúde nesse momento e se expor ao vírus. Então, a gente tem conversado com os municípios, vendo a realidade de cada um”, afirmou.

A gerente ressaltou ainda que espera que o Ministério da Saúde prorrogue o prazo da campanha. “Estamos em duas campanhas simultâneas, que é a da vacinação contra influenza e também de vacinação contra o sarampo. E o Ministério da Saúde deve estender aí esse prazo para que a gente possa alcançar a cobertura e imunizar a população dos grupos prioritários”.

Balanço total

Na primeira fase da campanha o público-alvo era os idosos acima de 60 anos e trabalhadores da área da Saúde. Segundo os dados da Saúde, a cobertura vacinal dos dois grupos ultrapassou a meta de 90%.

Com relação aos idosos, dos 48.514 esperados foram imunizados 53.707, uma cobertura de 110,70%. Já os trabalhadores da saúde eram esperados 16.862 e foram vacinados 15.344, o que representa uma cobertura de 91%.

Com recorde de pessoas imunizadas na primeira semana da campanha, as doses da vacina chegaram a acabar em, ao menos, 15 cidades acreanas. Porém, segundo a Saúde, havia previsão de chegada de mais de 200 mil doses da vacina para o estado.

Na segunda fase da campanha, a vacina contra as influenzas A e B era destinada a profissionais das forças de segurança e salvamento; portadores de doenças crônicas; caminhoneiros; motoristas de transporte coletivo e portuários; funcionários do sistema prisional; população privada de liberdade e povos indígenas.

Conforme os dados, somente 58,27% do grupo das pessoas com comorbidades foram imunizadas. Eram esperadas 30.919 e foram vacinadas 18.018. No caso da população privada de liberdade, foram imunizadas 1.578 das 3.313 esperadas, uma cobertura de 47,63%.

Com relação aos funcionários do sistema prisional, foram vacinados 243 dos 878 esperados, o que representa 27,68% de cobertura. Os caminhoneiros foram imunizados 1.128 dos 3.813 esperados, cobertura de 29,58%. Já os povos indígenas tiveram uma cobertura de 66,24%, sendo que 13.937 dos 21.040 esperados foram vacinados.

Os profissionais das forças de segurança e salvamento foi o único grupo dessa etapa que alcançou a meta prevista e chegou a 97,57% de cobertura. Eram esperados 5.424 profissionais e foram imunizados 5.292.

Fonte: G1.

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