Uma lei sancionada pelo governador Gladson Cameli, nesta quarta-feira (6), determina que pessoas com a possibilidade de estar infectadas pelo novo coronavírus no Acre devem fazer o teste para a doença. O decreto passa a valer nesta quarta-feira (6).
O texto da lei diz que as pessoas com a possibilidade de ter contraído a doença são aquelas que mantiveram contato direto com alguém que testou positivo; tiveram em locais que apresentam um número elevado de contaminados e vítimas fatais e também quem apresentar sintomas da doença.
A lei, no entanto, não apresenta detalhes de como os exames vão ser feitos, nem se outras unidades de saúde do estado vão ser adaptadas para este tipo de atendimento. Já que a unidade de referência do estado, a UPA do Segundo Distrito, já vem sofrendo com a superlotação.
A porta-voz do governo, Mirla Miranda, disse que um planejamento está sendo feito pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e, assim que for finalizado sobre como vai ser feita a testagem, o governo vai se manifestar.
Além do exame, a lei também obriga a quarentena deste paciente. Quem descumprir a medida pode ser multado em 1.000 Unidades Fiscais de Referência (UFR). O valor da UFR previsto para o ano de 2020 é de R$ R$ 74,47, conforme portaria da Secretaria da Fazenda do Acre (Sefaz), sendo assim, a multa pode chegar a R$ 74,4 mil.
Unidades referência
Rio Branco conta com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito e o pronto-socorro para atender os casos de Covid-19. A terceira unidade de referência no atendimento é montada no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), que passa por adaptações para ser o primeiro hospital de campanha desde o começo de abril.
Além destas duas unidades, a capital começou a prestar atendimentos para realização de exames de Covid-19, nesta semana, na unidade de saúde Barral y Barral. Mas, conforme informou o secretário de saúde do município, Oteniel Almeida, os atendimentos são para servidores da saúde e segurança.
G1

