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Camelôs protestam contra fiscalização no Centro de Rio Branco, fecham terminal e pedem para trabalhar

Por Redação Juruá em Tempo. 27/06/2020 12:01
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Camelôs se reuniram na manhã deste sábado (27) em Rio Branco em protesto pedindo a reabertura do comércio, que está há mais de 90 dias com as atividades suspensas devido à Covid-19. Eles querem a reabertura do comércio na região do Calçadão da Benjamim Constant.

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O grupo começou a manifestação próximo à ponte Ponte Coronel Sebastião Dantas, na Marechal Deodoro, e depois seguiu para o Terminal Urbano da Capital, onde fecharam também a Avenida Ceará.

Uma fiscalização foi feita no Centro da capital para evitar o descumprimento das medidas de isolamento social e, durante a ação, houve confusão. A Polícia Militar foi chamada para conter a ação. Em contato com a major que comanda o Gabinete Militar da prefeitura e foi informado que somente a prefeitura pode repassar informações sobre o ocorrido.

A camelô Fátima dos Santos, de 55 anos, tem uma banca onde vende roupas e disse que durante a fiscalização a polícia tentou prender um dos camelôs e o grupo não deixou ele ser preso. Fátima disse que o grupo pegou o vendedor e não deixou que a polícia detivesse ele, o que acabou gerando uma confusão e, por isso, os camelôs decidiram fechar a rua em protesto.

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“A prefeita acha que nós não comemos. As lojas grandes não fecharam, só nós que fechamos. Se é para fechar coloca logo o lockdown e determina um dia para abrir. Mas, não fechar uns e outros não. Nós somos seres humanos, nós temos filho, pagamos aluguel, e eu tenho filho especial”, desabafou.

José Ribamar disse que teve que demitir dois colaboradores e afirma que as dificuldades enfrentadas pela categoria são grandes a ponto de fazerem cotas para colegas comprarem medicamentos e que muitos colegas estão passando necessidade.

“Nossa reivindicação é o direito igual, porque muitos supermercados e comércios estão funcionando e dando emprego aos seus funcionários. Já vamos para quatro meses sem poder trabalhar e a fiscalização em cima de nós e a gente vai chegando ao limite. Não somos bandidos, somos trabalhadores e queremos honrar nosso negócio”, disse Ribamar.

Os camelôs pedem que o governo e prefeitura escutem as reivindicações e afirmam que estão tomando as medidas de segurança adequadas como uso de máscaras e álcool em gel.

Até sexta-feira (26), o Acre registrou 12.644, de acordo com dados do boletim da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e 343 pessoas morreram vítimas da doença.

Com o número crescente de casos, o governo prorrogou, na última segunda-feira (22), as medidas de isolamento social e passou a responsabilidade para os municípios. De acordo com o novo decreto, o comércio de atividades não essenciais, a reabertura deve ocorrer conforme os municípios forem saindo da fase vermelha, que é a fase de emergência em relação aos casos da doença.

G1
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