Fonte: Acre Hoje.
Mulher morre após ter intestino perfurado no hospital de Feijó
A dona de casa Naiz Guimarães dos Santos Silva, de 41 anos, morreu devido a um suposto erro médico há cerca de um mês, no Hospital Geral de Feijó, depois fazer uma cirurgia cesariana. Quatro dias depois, ela retornou à unidade com fortes dores abdominais e foi encaminhada pelo Tratamento Fora do Município (TFD) para o município de Cruzeiro do Sul, onde foi constatada uma lesão no intestino. Após uma cirurgia, ela entrou em coma e morreu.
O caso revoltou familiares e amigos da mulher porque não seria a primeira vez que o médico, Romel Shalim Ayala Calderón, cometera erros da mesma natureza. “Nada pode trazer a Naiz de volta. Vamos responsabilizar o governo do Estado e ele como pessoa física”, disse o esposo, José Francisco Alves de Brito, que deixou de trabalhar para cuidar da filha recém-nascida.
No ano passado, o médico, que é diretor técnico da unidade de saúde, esteve envolvido em uma polêmica após permitir que um médico, sem CRM, o auxiliasse durante uma cirurgia. A polícia chegou a invadir o centro cirúrgico depois de receber a denúncia. Além do contrato com o governo estadual, Calderón teria vínculos empregatícios com as prefeituras de Feijó e Tarauacá, além de atender em seu consultório particular.
Nossa reportagem conversou como o médico que rebateu a acusação. “Não foi erro. Foi uma complicação cirúrgica. A paciente já tinha duas cirurgias anteriores e o intestino havia aderido ao útero. Ela, que tinha uma anemia grave, chegou ao hospital perdendo líquido e tivemos que fazer uma cesariana de emergência”, explicou Calderón, dizendo que, caso a família prossiga com a versão de erro, irá acionar judicialmente os acusadores.
Fonte: Acre Hoje.