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Policiais se ajoelham em apoio a atos antirracismo nos EUA

Por Redação Juruá em Tempo.1 de junho de 20202 Minutos de Leitura
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Em meio aos protestos contra o racismo — que continuaram fortes no domingo (31) — desencadeados pela ação da própria polícia no caso da morte de George Floyd, alguns agentes que estão nas ruas tentando conter os distúrbios têm demonstrado compreensão com as reivindicações.

Em imagens que viralizam em redes sociais, policiais têm aceitado os pedidos dos manifestantes, que reivindicam que eles também se ajoelhem num gesto de solidariedade à morte de Floyd, o homem negro que por 8 minutos teve o pescoço esmagado ao ser preso em Minneapolis.

A resposta afirmativa dos policiais gerou aplausos e palavras de agradecimento.

Policiais se ajoelham diante de manifestantes em Ferguson, no Missouri; gesto é um dos símbolos dos protestos antirracistas nos EUA — Foto: Robert Cohen/St. Louis Post-Dispatch via AP

Ações assim foram flagradas em estados como Nova York, Oregon, Iowa, Kentucky, Michigan e Virginia, e vêm ganhando muita repercussão na internet.

Confira alguns vídeos:

https://twitter.com/allison_manion/status/1267253404859920384?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1267253404859920384&ref_url=https%3A%2F%2Fg1.globo.com%2Fmundo%2Fnoticia%2F2020%2F06%2F01%2Fem-meio-aos-protestos-contra-o-racismo-nos-eua-policiais-tambem-se-ajoelham-em-solidariedade-aos-manifestantes-veja-imagens.ghtml

POWERFUL. The Lexington Police just kneeled after the protesters asked them to kneel. pic.twitter.com/JZIVWuSpZx

— Alex Walker (@AlexWalkerTV) June 1, 2020

Video from Shane Petraszewsky shows the moments that led up to Portland police kneeling in a show of solidarity with Black Lives Matter protesters. (Part 1 of 2) pic.twitter.com/X2sehFIxac

— The Oregonian (@Oregonian) June 1, 2020

Os atos repetem o protesto contra o racismo tornado notório pelo ex-jogador do San Francisco 49ers Colin Kaepernick, em 2016, que se recusou a ficar de pé durante a execução do hino dos Estados Unidos.

Na ocasião, ao ouvir críticas, disse que não se levantaria para “mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime o povo negro”.

Colin Kaepernick (centro), então quaterback do San Francisco 49ers, começou seu protesto em 2016 — Foto: Kirby Lee-USA Today Sports/File Photo

O caso George Floyd

George Floyd morreu no dia 25 de maio, depois ficar por vários minutos com o pescoço sendo apertado pelo policial branco Derek Chauvin em Minneapolis, no estado de Minnesota. Na sexta-feira (29), Chauvin foi detido e acusado de homicídio. Documentos obtidos pela rede americana CNN mostram que a fiança do policial foi estabelecida em US$ 500 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Segundo a acusação contra Chauvin, ele manteve seu joelho sobre o pescoço de Floyd durante os 8 minutos e 46 segundos, sendo que nos últimos 2 minutos e 53 segundos o homem já estava inconsciente. A autópsia informou, entretanto, que não houve “nenhum achado físico que apoie o diagnóstico de asfixia traumática ou estrangulamento”.

No entanto, o efeito conjunto de George Floyd ter sido asfixiado mais suas condições de saúde pré-existentes e a possibilidade de haver substâncias intoxicantes em seu corpo “provavelmente contribuíram para sua morte”, de acordo com a acusação.

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