Início / Versão completa
COTIDIANO

Após mais de 1 ano morando em hospital no Acre, menino com AME recebe alta: ‘um guerreiro’

Por Redação Juruá em Tempo. 20/07/2020 08:48 Atualizado em 20/07/2020 09:13
Publicidade

“Foi 1 ano, 1 mês e 17 dias de luta e espera”. A contagem é da mãe do pequeno Otávio Moura que teve alta do Hospital da Criança, em Rio Branco, na última sexta-feira (17), após mais de um ano morando na unidade durante tratamento de Atrofia Muscular Espinhal (AME).

Publicidade

A dona de casa Daniela Moura, de 27 anos, conta que a saída do filho do hospital foi marcada por uma despedida emocionante feita pelos profissionais de saúde que acompanharam o menino durante o tratamento. Com cartaz e balões, eles desejaram que a nova fase do pequeno fosse de muita saúde, amor e paz.

“A gente estava morando lá no hospital todo esse tempo e o Otávio é muito querido pelos profissionais. Todo mundo sabe a história dele, pelo que já passou e que ele é um guerreiro. Foi linda a despedida, teve cartaz, balão e ele ficou muito feliz também. Ele está muito bem, graças a Deus”, disse a mãe.

O amor foi o sentimento que mais deu força ao longo desse tempo em que o menino ficou internado. A mãe lembra que quando ele tinha quase sete meses teve uma infecção e ao ser levado para o hospital, foi diagnosticado com a doença e precisou ser internado.

Publicidade

A família de Otávio é do município de Porto Walter, no interior do Acre, e desde que o menino se internou no hospital, a mãe, pai e os dois irmãos passaram a morar em Rio Branco.

De lá para cá começou a luta pelo tratamento adequado e também pelo respirador que ele precisa para poder ficar em casa. E foi após conseguir o respirador portátil que o menino passou pela adaptação da troca de aparelho, a mãe também teve treinamento e ele ganhou alta médica.

“Lembro de tudo que eu lutei para tirar ele de dentro do hospital, então é uma alegria muito grande pode trazer ele para casa. Só o que eu pensava era tirar ele de lá, porque meu medo era dele contrair alguma infecção e não resistir. Também, minha família precisava da gente e ficar perto dos irmãos e do pai para ele seria muito bom. Lutei por isso. A alegria de estar em casa é outra coisa. Tentei manter minha cabeça focada e bem o tempo todo porque sabia que ele precisava de mim”, lembrou a mãe.

Remédio furtado

Otávio e a prima Maria Eduarda, de 10 anos, que também tem AME, tiveram o tratamento suspenso em março deste ano quando o remédio Spinraza, usado por eles, foi furtado do Hospital da Criança. Eles conseguiram tomar o remédio quase um mês após o furto.

A equipe médica e a direção da unidade falaram que só perceberam que o medicamento tinha sumido minutos antes da aplicação nos pacientes.

Cada dose do remédio custa mais de R$ 300 mil. As famílias conseguiram o medicamento por meio de decisão judicial. O furto é investigado pela Delegacia de Combate à Corrupção e aos Crimes Contra a Ordem Tributária e Financeira (Deccor).

Investigação

O delegado responsável pelo caso, Alcino Loureiro Júnior informou que o inquérito ainda não foi concluído e que, há cerca de dez dias, a Polícia Civil recebeu material que tinha sido encaminhado primeiro para a Polícia Federal e que ainda deve ser analisado.

Ainda segundo ele, o resultado da perícia feita no depósito onde o remédio estava não ajudou na investigação, já que não foi possível identificar as digitais presentes no local.

“A gente não conseguiu identificar as digitais, não tinha no banco de dados e isso dificultou também. A linha [de investigação] que é trabalhada é de que pessoas de dentro do órgão tenham extraviado propositalmente essas medicações para causar problemas para administração do próprio hospital e não necessariamente um furto”, afirmou Júnior.

Por Iryá Rodrigues, G1 AC.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.