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Desmate cresceu 7% no mês de junho no Acre, aponta Imazon

Por Redação Juruá em Tempo.19 de julho de 20203 Minutos de Leitura
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O Imazon emitiu no último fim de semana o boletim de desmate e degradação da Amazônia em junho. Os dados mostram que o Acre contribuiu com 7% no desmate da região naquele mês.

De acordo com dados do Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, no primeiro semestre deste ano, a Amazônia totalizou 2.544 km² de área desmatada, um aumento de 24% comparado ao primeiro semestre do ano passado. É o segundo maior valor acumulado em um semestre desde 2010. Só no último mês de junho, a Amazônia perdeu 822 km² de floresta, uma área duas vezes maior do que o tamanho da cidade de Belo Horizonte.

O Pará lidera o ranking dos estados que mais desmataram a Amazônia com 43% do total. Em seguida estão Amazonas (21%), Mato Grosso (14%), Rondônia (14%), Acre (7%) e Roraima (1%). Ainda segundo o monitoramento, apenas dez municípios foram responsáveis por metade de todo o desmatamento na Amazônia em junho. Altamira, no Pará, encabeça a lista dos municípios campeões de derrubada de floresta. Na sequência estão Porto Velho, Novo Progresso (PA) e Itaituba (PA).

Em junho, o desmatamento também avançou por Unidades de Conservação na Amazônia. A Florex Rio-Preto Jacundá (RO) foi a mais desmatada no mês de junho com 47 km² de área destruída. Em seguida, vem a APA Triunfo do Xingu (PA), com 27 km², e Flona do Jamanxim (PA), com 23 km². As Terras Indígenas que mais foram alvo do desmatamento ilegal são Apyterewa, Mundurucu e Kayapó, todas no Pará.

Em junho deste ano, foram detectados 213 km² de área degradada na Amazônia: Mato Grosso aparece no topo da lista de estados com 73%, seguido por Pará (25%), Rondônia (1%) e Roraima (1%). A degradação é caracterizada pela extração seletiva das árvores, normalmente para fins de comercialização de madeira, e pelas queimadas.

O Sistema de Alerta de Desmatamento é uma ferramenta de monitoramento, baseada em imagens de satélites, desenvolvida pelo Imazon para reportar mensalmente o ritmo do desmatamento e da degradação florestal da Amazônia. Operando desde 2008, atualmente o SAD utiliza os satélites Landsat 7 (sensor ETM+), Landsat 8 (OLI), Sentinel 1A e 1B, e Sentinel 2A e 2b (MSI) com os quais é possível detectar desmatamentos a partir de 1 hectare mesmo sob condição de nuvens.

O Imazon é um instituto brasileira de pesquisa, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores brasileiros, fundado em Belém há 30 anos. Através do sofisticado Sistema de Alerta do Desmatamento (SAD), a organização realiza, há mais de uma década, o trabalho de monitoramento e divulgação de dados sobre o desmatamento e degradação da Amazônia Legal, fornecendo mensalmente alertas independentes e transparentes para orientar mudanças de comportamento que resultem em reduções significativas da destruição das florestas em prol de um desenvolvimento sustentável.

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