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COTIDIANO

Devido pandemia, tradicional carreata de São Cristóvão é suspensa e Comunidade realiza Tríduo

Por Redação Juruá em Tempo. 24/07/2020 17:33 Atualizado em 24/07/2020 17:36
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A tradicional carreata realizada por motoristas em homenagem ao Dia de São Cristóvão, comemorado no sábado, dia 25 de julho, foi suspensa neste ano em razão da pandemia do Covid-19. A Comunidade, localizada no bairro de mesmo nome do santo, próximo ao Igarapé Preto, em Cruzeiro do Sul, está realizando um Tríduo, com três noites de celebrações, que teve início na quinta-feira (23) e encerra no sábado (25), com uma missa celebrada pelo Padre Afonso Maria Púcuta Barros.

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Sem carreata, os taxistas que participam assiduamente da festa religiosa nos anos anteriores  se reuniram e vão realizar uma oferta para comunidade. A coordenadora da igreja, Sônia Menezes, explicou que o evento ocorreu de forma diferente, onde cada família está fazendo suas orações em casa. Atendendo o número estipulado de fiéis, conforme as determinações da saúde, a celebração terá a participação de 28 pessoas, sendo duas em casa banco, contando com a presença apenas do grupo litúrgico. A coordenadora enfatizou que a igreja ficará aberta, a partir das 15h, no sábado, para os fiéis que desejarem visitar o local e fazer suas orações individualmente.

“Distribuí o cronograma da programação, e pedi para cada família da nossa comunidade rezar em casa, cada um fazendo seu altar. Pedi também para as famílias que fizessem o seu altar e as orações com suas famílias para tirarem uma foto, e no domingo terão dois sorteios de dois chás da tarde”, contou.

Missa do novenário realizado na comunidade em 2019

O pároco da Paróquia a que a comunidade pertence, Padre Afonso, enfatizou que no dia de São Cristóvão também é comemorado o dia do motorista, condutores e viajantes.

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“Nesta data as instituições e paróquias organizam campanhas de conscientização, para que a população e condutores saibam da responsabilidade do ato de dirigir. São Cristóvão que teve a sublime ventura de transportar Jesus nas costas, o bom gigante inabalavelmente daria a vida, sem se importar com a crueldade dos algozes. Aqui em Cruzeiro do Sul não teremos a tradicional carreata dos taxistas e motoristas, devido a situação que estamos vivendo da pandemia do novo coronavírus, mas estamos pedindo para que os fiéis rezem em suas casas”, pontuou o padre.

Conheça a história de São Cristóvão

No dia 25 de Julho é comemorado o dia do padroeiro dos motoristas e viajantes, São Cristovão. Mas você sabe porque ele tem esse título? O nome Cristovão não é o seu nome de batismo e carrega o significado de “condutor de Cristo” além de também representar uma das devoções mais populares e antigas da Igreja Católica e do Brasil.

Seu verdadeiro nome era Réprobo e pouco se sabe sobre a sua origem. Diz-se que ele era um homem muito alto, forte, da linhagem Cananéia e por conta disso, sua profissão era ser um guerreiro. Graças ao seu porte físico, não havia um que o vencesse. Sua presença quase sempre era sinônimo de vitória.

Mas algo um dia perturbou a mente de Cristovão. Enquanto servia o Rei de Canaã, se deu conta que ele deveria trabalhar para o maior rei de todos, o mais poderoso, e saiu em busca dessa figura. Encontrou um rei mais forte e passou a servi-lo.

Em uma das festas do reino, durante uma festa, algumas cantigas e canções estavam sendo cantadas para o rei e continham em sua letra citações ao demônio. Toda vez que era citado, o rei fazia o sinal da cruz. Intrigado, Cristovão perguntou ao rei do que se tratava aquele sinal e ele disse que era uma proteção contra qualquer má intenção ou coisas ruins vindas daquela figura. Sendo assim, Cristovão concluiu que o demônio era mais poderoso que o rei e por isso devia servi-lo.

Saiu em mais uma jornada atrás de seu novo “mestre” e durante sua caminhada por um deserto o encontrou. Enquanto caminhavam juntos, Cristovão notou que o demônio ao avistar uma cruz, desvio o caminho e percorreu uma distância muito maior afim de não passar perto dela. Cristovão, intrigado, questionou o demônio que confessou: “Houve um homem chamado Jesus Cristo que, por meio de Sua morte na Cruz, trouxe a salvação para a humanidade, e quando vejo Seu sinal, fico apavorado e fujo dele”.

Na mesma hora, Cristovão entendeu que era a Jesus Cristo era mais poderoso e por isso saiu em uma busca incansável ao seu novo Senhor. Durante a caminhada, encontrou um senhor e perguntou como poderia encontrar Jesus Cristo. O velho eremita disse que ele deveria jejuar e orar, mas Cristovão disse que não seria possível. Sendo assim, o eremita pediu que ele se instalasse a beira de um rio que existia ali perto, de travessia difícil, para ajudar a todos que quisessem passar por ele e por amor a Jesus Cristo iniciou a sua missão.

Dia e noite ajudava as pessoas a atravessar o rio, até que em uma noite escutou uma criança chamá-lo para ajudá-la a atravessar a margem do rio. Cristovão colocou a criança nos ombros e iniciou a travessia. A criança era tão pesada que Cristovão, mesmo forte, temeu se afogar e por várias vezes pensou estar carregando o mundo nas costas. Ao deixar a criança do outro lado do rio, comentou sobre o seu peso e eis que teve a sua revelação: “Bom homem, respondeu-lhe o menino, não te espantes, pois não só carregaste o mundo inteiro como também o dono do mundo. Eu sou Jesus Cristo, o Rei que estás a servir neste mundo, e, para que saibas que digo a verdade, põe teu cajado no chão junto à tua casa e amanhã verás que ele estará coberto de flores e de frutos”.

Depois desse dia, Cristovão partiu para Lícia ao encontro de cristãos que estavam presos. Quando foi descoberto, apanhou muito de seus perseguidores e quando todos achavam que ele seria derrotado, jogou o seu cajado no chão pedindo a Jesus Cristo que o florisse novamente. E assim aconteceu, diante de mais de 8 mil pessoas.

Imediatamente Cristovão foi levado ao rei, que tentou de todas as maneiras fazer com que desistisse e renunciasse a sua fé mas ele permaneceu inabalável. Sua fé era tão forte quanto o seu corpo. O rei ainda tentou fazê-lo pecar, mas foi em vão. Depois de várias tentativas, o rei mandou executá-lo e Cristovão morreu decapitado.

Após esse episódio, a fama de Cristovão espalhou-se muito rapidamente atingindo assim mais e mais devotos ao longo do mundo.

Após o episódio da criança no rio, Réprobo assumiu o nome de Cristovão (carregador de Cristo) e por isso é considerado o padroeiro dos motoristas, condutores e viajantes já que um dia carregou o menino Jesus nos ombros.

Sua imagem representa exatamente esse momento: o menino Jesus em seus ombros e o cajado na mão.

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